SINOPSE Vivi toda a minha vida alheiatoriamente, sem um objetivo definido, até quando debrucei-me sobre o pensamento de Pavlov, que disse: “Dêem-me duas crianças recemnascidas e eu farei de uma um sábio e da outra um monstro”. A criança, quando nasce, ou melhor, quando sai do ventre materno, porque, na realidade, já nasceu nove meses antes, inicia-se no conhecimento. Tudo que a criança vê, sente ou percebe sua memória grava. Singela e praticamente comparamos a memória a um papel, com duas grandes diferenças: no papel escreve-se ou grava-se o que se quiser, enquanto a memória grava tudo que se vê, ou que se sente, ou que se percebe, independentemente de qualquer controle; o papel, com um apagador, pode-se limpar, enquanto a memória nada nem nunca se limpa. Ocorre que, de tudo que a memória grava, só o que agrada mais, ou que emociona mais, ou que desperta maiores desejos a mente processa e ativa. O que não agrada tanto, nem emociona tanto, nem emociona tanto, arquiva-se, mas não se apaga – é o esquecimento. Constatamos, assim, a preferência mental. Dissertamos sobre fatos e demonstramos o processamento mental de ideias, informações, assuntos ou anseios que a nossa memória grava. Constatamos a nossa impossibilidade de comandar a memória. De tudo que a nossa memória grava aquilo que agradar mais, ou que emocionar mais, ou que inspirar maiores desejos a nossa mente processa, ativa e prioriza. É a preferência mental. Ocorre que toda e qualquer preferência mental, ativada - e aí reside a maior importância nesse estilo de trabalho - torna-se uma ferramenta de conduta, move e impulsiona a pessoa cuja mente a formatou, independentemente de sua vontade ou de seu controle. Com base nesses fundamentos, para que se construa uma qualidade de vida previamente programada, nasce a necessidade de identificarem-se os procedimentos desenvolvidos pela mente. Então, fazer-se que sejam mais agradáveis, emocionem mais e suscitem maiores desejos as informações ou ideias convenientes é a forma de configurar-se o que a mente prefere. Assim a definição do amanhã.
