Re-encantos dos contos.
"O rouxinol" Das mais fantasiosas terras. A versão de Eunice Braido trás consigo uma enorme reflexão, mas sem tirar o contexto de um conto suave, afinal, no que já é verídico, contos são, em si, reflexivos. Tive o privilégio de o ter em mãos no meu segundo ano do fundamental e, admito que não o entendia num todo, não como agora que voltei a reler em meu pleno último ano de ensino médio. Deslumbrante é o que tenho a dizer, bem feito e com uma mensagem sensacional! Palavras até um pouco complexas para uma menina do fundamental, porém apaixonadas por livros desde então. De todos as estrofes e diálogos, último um pouco escassos, contudo nada que afete o que a obra quer transmitir, pelo contrário, se é utilizado muito bem nos momentos de tensão. Por fim, deixo em grande evidência o quão feliz fiquei por reencontrar essa maravilha fábula, um conto, estou encantada por me conectar, novamente, a esse mundo por um breve momento. "abandonado por todos, constatou que a dama das trevas já lhe tomara a coroa real, a espada do império e a bandeira da nação". - O rouxinol, adaptação de Eunice Braido.


