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    A Montanha Branca -

    Jorge Semprún

    Nova Fronteira
    1987
    306 páginas
    10h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    2.3
    3 avaliações
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    "A dialética comunista significa o negativo, o antigo e o novo, a negação da negação, a identidade dos contrários e a contradição dos idênticos. A inesgotável e miraculosa capacidade da história de ultrapassar-se negando sua positividade e afirmando sua negatividade. Isso não é sublime? Não é, de fato, somente quando um comunista se torna agente do inimigo de classe que seus camaradas decidem expulsá-lo ou até mesmo executá-lo. É também quando ele se torna agente de si mesmo, ator e não mais somente instrumento da razão-do-partido, do espírito-do-partido. É quando ele decide tornar-se o indivíduo singular, um ser bastante louco, bastante irresponsável por querer marcar a história do movimento comunista com sua iniciativa pessoal. Mas ele só marcará essa história com o exemplo de sua punição exemplar, com a iniciativa da aceitação, abjeta e ao mesmo tempo gloriosa, dessa punição, em benefício da honra histórica da revolução".

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    Jorge Semprún Maura profile picture

    Jorge Semprún Maura

    Foi um escritor e comunista espanhol. Filho de diplomata, exilou-se muito jovem em Paris, onde estudou filosofia. Dirigente do Partido Comunista Espanhol na clandestinidade, foi expulso do partido em 1964 por defender uma linha reformista. De 1988 a 1991, foi ministro da cultura da Espanha. Escreveu livros retratando os horrores da guerra; do exílio; da prisão; os bastidores da elite comunista da Espanha e o caráter autoritário e ditatorial dos partidos comunistas.

    13 Livros
    8 Seguidores

    Jorge Semprún Maura