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    O destino das imagens -

    Jacques Rancière

    Contraponto
    2012
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788578660512
    Português Brasileiro
    3.8
    30 avaliações
    Leram58Lendo21Querem196Relendo1Abandonos2Resenhas3
    Favoritos2Desejados196Avaliaram30

    Neste livro, Jacques Rancière apresenta uma série de excursões que procuram averiguar o destino das imagens hoje, em uma sociedade ao mesmo tempo saturada de imagens e que começa a desconfiar delas. Ao contrário de uma importante linhagem de teóricos, ele postula uma teoria não midiológica da “visualidade” e defende uma alteridade das imagens que transita, por exemplo, entre o grande romance realista francês do século XIX (uma matriz do pensamento estético de Rancière) e o cinema de Robert Bresson. O filósofo engaja-se em uma teoria da arte como marca, inscrição e testemunho, que tem a fotografia e o cinema como emblemas. Relacionando o visível e o dizível, a tradição da “ut pictura poesis” (que pensa a relação entre as palavras e as imagens) é revista nos termos de uma teoria da obra de arte como inscrição testemunhal/imagética. Ele nos mostra ainda em que medida devemos ver a arte do regime pós-representativo, que denomina de estético, como uma ruptura com a hierarquia na qual as imagens estavam subordinadas aos textos. Ou seja, como pensar a relação entre palavras e imagens depois de Lessing e de seu tratado “Laocoonte”, que deve ser visto como o auge (e também o esgotamento) da estética da representação. Rancière mostra que não faz sentido se pensar o irrepresentável hoje na chave do antigo regime imitativo da arte. Já para os pensadores românticos a arte não era representação de um objeto. Resta o desafio de se pensar o inimaginável e o não experienciável, como, por exemplo, o trauma: “O irrepresentável repousa justamente aí, na impossibilidade de uma experiência se expressar em sua língua própria.” (Márcio Seligmann) Jacques Rancière é um dos filósofos mais respeitados da atualidade. Professor emérito da Universidade Paris VIII (St. Denis), dedicou-se a pesquisas sobre as classes operárias francesas e lutas políticas marginalizadas da história oficial. Atualmente tem explorado as relações entre estética e política, com ênfase nas artes visuais, em livros como “La Partage du sensible”, “Le Spectateur émancipé”, “Les Écarts du cinema” e “Aisthesis. Scènes du régime esthétique de l´art”. “O discurso que quer saudar as ‘imagens’ como sombras perdidas, fugitivamente convocadas da profundeza dos Infernos, deste modo parece as sustentar apenas ao preço de se contradizer, de se transformar num imenso poema que faz comunicar sem limite as artes e os suportes, as obras de arte e as ilustrações do mundo, o mutismo das imagens e sua eloquência. Por trás da aparência da contradição, é preciso olhar mais de perto o jogo dessas trocas.”

    Resenhas (3)Ver mais
    Lilian  Ramalho picture
    Lilian Ramalho26/10/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O Destino das Imagens

    Jacques Rancière, filósofo francês, apresenta nesta obra uma série de ensaios que desafiam as concepções tradicionais sobre o papel da imagem na arte e na sociedade. Longe de tratar a imagem como simples representação, o autor propõe que ela é uma forma de reorganizar o sensível , ou seja, de redistribuir o que pode ser visto, dito e pensado. Ao discutir obras de arte, cinema e literatura, Rancière mostra como as imagens podem tanto reforçar quanto subverter estruturas de poder.

    1 curtida

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    Jacques Rancière profile picture

    Jacques Rancière

    Filósofo francês, professor emérito da Paris VIII, onde lecionou entre 1969 e 2000. Sua obra se concentra sobretudo em estética e política. Escreve regularmente para a <i>Folha de S. Paulo</i> e para <i>Les Cahiers du Cinéma</i>.

    36 Livros
    30 Seguidores

    Jacques Rancière