Via(da)gens Teológicas - itinerários para uma teologia queer no Brasil

    André Musskopf

    Fonte Editorial
    2012
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-10: 8563607782
    Português Brasileiro

    Este livro procura mostrar que a teologia precisaria andar por outros lugares. Embora este chamado seja dirigido a todas as teologias que se sustentam em uma matriz heterocêntrica para a construção do conhecimento teológico, ele se dirige para a Teologia da Libertação Latino-Americana, em cuja caminhada as reflexões deste livro buscam se inserir. As reflexões pretendem ser situadas em dois contextos específicos que determinam o seu recorte. Primeiro, concentrando a pesquisa no contexto brasileiro, o que se evidencia na releitura histórica dos processos de construção dos discursos e práticas em torno da religiosidade e da sexualidade no Brasil, bem como da identidade brasileira de maneira mais abrangente, e sua importância para a reflexão teológica. Segundo, assumindo os desenvolvimentos no âmbito da teologia queer como espaço privilegiado de interlocução, o que se evidencia na apresentação do surgimento e do desenvolvimento das teologias homossexual-gay-queer desde o século XIX e de, na segunda metade do século XX, em países de fala inglesa, no Brasil e na América Latina, ainda que em espaços menos formais e geralmente invizibilizados. Destes dois contextos específicos visa emergir o questionamento das epistemologias teológicas tradicionais e o desafio de articular a ambiguidade como princípio epistemológico. Tem por objetivo discutir conceitualmente a partir de diversas áreas, autores e autoras e defini-la a partir dos contextos de onde a necessidade de sua articulação teria emergido - o contexto brasileiro e a teoria queer. Procura desenvolver em três narrativas que se configuram como 'histórias sexuais' e que iniciam o processo reflexivo sobre a epistemologia teológica. Esta reflexão se pretende organizada em três momentos - 'ocupar, resistir, produzir' - um lema do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A partir disso procura converter a discussão numa conversa entre as 'histórias sexuais' e autoras que se ocupam da discussão epistemológica, considerando questões de identidade e linguagem na intersecção com as discussões de gênero, sexualidade, raça/etnia, classe social e ecologia. No último dos três momentos desta proposta epistemológica procuram materializar as propostas para a elaboração de uma teologia queer no Brasil através do diálogo com a pintura 'La venadita' de Frida Kahlo.

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