Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo? - Montaigne e o estar em contato com a vida

    Saul Frampton

    Difel
    2013
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788574321271
    Português Brasileiro

    Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo? – Montaigne e o estar em contato com a vida, de Saul Frampton, celebra, com leveza e bom humor, a vida e a obra de Michel de Montaigne, cujos ensaios tiveram enorme impacto em figuras como Shakespeare e Orson Welles, e cujos pensamentos, ainda hoje, oferecem uma visão sem precedentes sobre a simples questão de estar vivo. O livro apresenta uma viagem pela evolução dos ensaios de Montaigne e os eventos que o inspiraram ao longo de sua vida. Um dos maiores méritos de Frampton é convidar o leitor a conhecer e a compreender as ideias do filósofo a respeito da morte, do sexo, da amizade, da natureza e, acima de tudo, do poder do comum e do banal, o valor do momento presente. Por meio dos ensaios do filósofo francês, Frampton argumenta que ele usava, muitas vezes, a escrita como terapia, colocando seus sentimentos no papel. O estilo do livro é divertido, fácil e pertinente, como quando comparado, de forma memorável, Montaigne com James Stewart, de A felicidade não se compra: “Montaigne começa a rejeitar a desesperança e a sentir a textura do tecido simples da existência.” (p.13) Michel de Montaigne aposentou-se aos 37 anos e viveu o restante da vida em seu castelo. No entanto, em vez de acalmá-lo, o ócio fez Montaigne procurar algo mais para a vida. Essa foi a origem de seus ensaios.

    Resenhas (1)Ver mais
    Wagner Paulin picture
    Wagner Paulin07/02/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    ARBITRARIEDADE DEGRADANTE...

    (...) Para a nobreza, o desenlace de uma batalha devia refletir a coragem dos combatentes, demonstrada em sua habilidade na equitação e no manejo de armas. O surgimento de fileiras maciças de arcabuzeiros inexperientes, podendo qualquer um deles eliminar um general num tiro de sorte, introduziu uma arbitrariedade degradante na equação como lamentou Dom Quixote em seu discurso sobre armas: Felizes as eras passadas, que desconheciam esses instrumentos infernais de artilharia...pois com frequência, no calor daquela coragem e resolução que inflama e anima o peito audaz, chega uma bala ao acaso, como e de onde nenhum homem pode dizer, talvez disparada por alguém que fugiu e teve medo do disparo de sua própria arma maldita, e, num instante, põe um fim ao futuro de um homem que merecia viver séculos. (pag.62) In: FRAMPTON, Saul. Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo? Montaigne e o estar em contato com a vida. Rio de Janeiro: DIFEL, 2013.

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