Como esperei por esse livro! Acho que a palavra correta para definir o meu estado seria "Desespero". Completo e TOTAL desespero... Tanto que esperei dar meia noite só pra ver o download do livro acontecer (comprei o livro na pré-venda). E afinal de contas, o final de Fiery Heart (Coração Ardente) deixou (creio eu) todos na expectativa do que aconteceria...
O Centro Permanece...
Bom, o livro não foi exatamente o que eu esperava. O êxtase que o Fiery Heart trouxe foi inundado pela tristeza, melancolia e dor das narrativas de Silver Shadows. Mas apesar de tudo, já era meio que esperado que fosse se desenrolar assim.
A história continua sendo narrada pelo Adrian e pela Sydney. A perspectiva do Adrian é, sem exagero nenhum, depressiva e desesperada, isso quando ele não apertava a tecla do "Dane-se". Todo o chão dele desmorona quando ele se vê sem aquela que fazia com que a sua vida fosse centrada: Sydney.
Fiquei feliz no fato da autora ter mostrado a fragilidade e a força de Adrian no decorrer do livro. Já li em outras resenhas que muitos acharam meio piegas a personalidade do Adrian ao conhecê-lo melhor através das suas narrativas. Definitivamente não concordo. Ele possui a alma de um artista (não é a toa que faz Belas Artes). É intenso nas suas emoções, característica mais do que comum em pessoas que sofrem de Bipolaridade. Consigo enxergar perfeitamente o que a ausência da Sydney significou pra ele, de maneira bem objetiva, ele perdeu o seu Equilíbrio. Mas fiquei (confesso muitas vezes) decepcionada com a falta de criatividade do Adrian em procurar soluções pra situação de Sydney, sendo que ela era praticamente o ar que ele respirava. Afinal de contas, o que seria pior do que a condição em que eles estavam? Vai aqui um desabafo (cuidado pois também pode ser um SPOILER): Porque ele não foi até a Rose e contou tudo pra ela, uma vez que ela teria toda a influência com a Lissa e de certa forma devia grande parte da sua felicidade à ajuda da Sydney? COME ON?!!!
Além disso, o que foi aquela situação com a Nina? Tá, quero acreditar que foi só eu, mas consigo visualizar ouros apaixonados pela saga se deparando e perguntando: "What a HELL is going on here??????????"
O desenrolar da perspectiva da Sydney com certeza me deixou tensa e por várias vezes desejando que alguém (podia ser qualquer um) enchesse a cara da Sheridan de porrada! Afinal de contas, que mulher é essa!!!! Cara, até me pergunto se a Richelle não está pegando pesado com a Sydney, pois vamos considerar, quantos inimigos mais a Sydney precisa fazer até essa história acabar? Tem o pai dela (que é um cretino), a irmã, - sem comentários -, os alquimistas que se revelaram terroristas tipo Al Kaeda, uma Bruxa má sugadora de poderes e juventude que não deixou a cola dela ainda (Tenho certeza que ela vai ser o centro do último livro! Palpite!), Strigois e sabe lá mais Deus o quê! Não é a toa que a coitada chega no final do livro pedindo um tempo, que a autora não deu, diga-se de passagem!
Bom, pra todos que chegaram até o quinto livro da série, não é mais novidade que a autora é assim. Inunda os protagonistas de situações que mais tarde se conectam de forma muito singular. Silver Shadows me trouxe até a lembrança de quando Rose esteve na Rússia a caça de Dimitri, quando este tinha se tornado um strigoi (Me refiro ao livro Aura Negra). São meio que contextos emocionais semelhantes: dor, desespero, uma situação praticamente sem esperança, sentimentos de conflito intensos devido a um amor perdido...
Quanto aos demais perswonagens, apesar de não aparecerem tanto na trama quanto nos livros anteriores, a participação da "gang" foi fundamental pra Sydney e confesso que cheguei a chorar com o gesto de carinho do Eddie, mostrando claramente a importância da amizade deles na história.
Resumindo, se é que consigo fazer isso, Silver Shadows é um livro emocionante mas posso defini-lo como "preparatório" para o Grand Finalle: The Ruby Circle. Foca bem nos sentimentos conflitantes e confirma o amor do Adrian e da Sydney.
Ah, só pra terminar! Sempre me procuro entender o que a Richelle quer dizer com o título, afinal normalmente é a essência do livro. Desta vez entender o que ela quis dizer com "Silver Shadows" e o que ele tinha a ver com a história foi relativamente difícil até o último capítulo, onde a autora revela o porquê da escolha do nome em uma conversa entre a Sydney e o Adrian dentro do avião. Vale a pena conferir! Quem não conseguiu descobrir pode me mandar uma mensagem que eu conto! ;)
Bom, então agora é esperar... Que venha Janeiro e The Ruby Circle!