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    Orlando Furioso -

    Ludovico Ariosto

    Cavalo de Ferro
    2007
    752 páginas
    1d 1h 4m
    ISBN-13: 9789896230678
    Português
    4.8
    5 avaliações
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    Mais de 400 ilustrações de Gustave Doré Introdução, tradução do original, notas e resumo por Margarida Periquito A Cavalo de Ferro orgulha-se de apresentar ao leitor português a primeira tradução integral de ‘Orlando Furioso’ de Ludovico Ariosto, suprindo uma lacuna editorial no nosso país de mais de 500 anos. Com a presente publicação torna-se finalmente acessível em português uma das mais importantes obras da literatura universal, enriquecendo o nosso panorama literário e cultural. Escrito ao longo de mais de trinta anos por Ludovico Ariosto e publicado na sua versão final em 1532 (com 46 cantos e cerca de 40.000 versos rimados), o ‘Orlando Furioso’ é um dos maiores monumentos da literatura europeia e mundial, apenas comparável em termos de relevância cultural a outras obras-primas da literatura como ‘A Divina Comédia’ (Dante Alighieri), ‘Jerusalém Libertada’ (Torquato Tasso), ou aos nossos ‘Lusíadas’, do qual, aliás, foi influência maior. Misto de romance de cavalaria que engloba o imaginário popular e mitológico, numa fina ironia, o ‘Orlando Furioso’ é um longo poema épico que, tal como a Odisseia ou a Ilíada, pode facilmente ser lido como um grande romance de aventuras. Foi, aliás, leitura de entretenimento ao longo dos séculos em todas as cortes europeias, influenciando gerações de escritores como o inglês Spencer ou o espanhol Cervantes, estando ainda presente em obras tão distantes no tempo e diferentes no estilo como as de Camões e de Cyrano de Bergerac. O tema principal do livro é de como o valoroso cavaleiro Orlando, de paladino de Carlos Magno e enamorado da bela Angélica, por ciúme, se torna em louco furioso, e de como sem o seu mais importante cavaleiro o exército cristão fica em dificuldades na guerra santa que trava; isto até o cavaleiro Astolfo encontrar na Lua o recipiente que contém o juízo de Orlando restituindo-o ao seu legítimo proprietário, mesmo a tempo deste ajudar os cristãos na luta que travam contra mouros nos muros de Paris. Pelo meio desfilam cavaleiros, cavalos alados, princesas, feiticeiros, e são descritas um sem número de batalhas, duelos, fugas, perseguições e cenas de amor; tudo isto num ritmo alucinante que a rima dos versos de Ariosto torna numa quase prosa musical. A tradução do século, numa edição a não perder!

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    Matheus Oliveira09/01/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Intenso épico de cavalaria, com um quê de fantasia - A Obra que inspirou "Os Lusíadas"

    Ludovico foi colossal a tal ponto que é a maior influência de "Os Lusíadas", de Camões, e mais especialmente de "Dom Quixote", de Cervantes. A primeira, inclusive, é escrita na mesma forma de Oitava Real (Oito versos alternados e rimados) de "Orlando Furioso"; e a segunda fala da loucura de maneira que evoca claramente suas raízes. Além de formar as bases para outros colossos, Orlando Furioso parte do ponto onde Boiardo, Matteo Maria Boiardo parou seu "Orlando Innamorato". Narrando o princípio das viagens de Orlando e sua paixão por Angélica, a composição foi interrompida com a guerra que logo invadiu a região natal de Boiardo. Tempos depois, Ludovico decidiu continuar. Contudo, NÃO É necessário ler Innamorato para compreender Furioso. Nessa edição da Cavalo de Ferro em especial, notas da tradutora esclarecem qualquer ponto perdido entre as duas obras. Ademais, logo após os primeiros cantos as dúvidas já estão todas sanadas. Tenha-se em mente que Furioso é uma epopeia de cavalaria, por assim dizer. Diversas histórias são contadas. Peripécias das mais divertidas, amores, desamores, falhas e sucessos, encontros e desencontros são narrados de maneira torrencial ao longo das mais de 600 páginas desse monstro. Reforço que o caráter múltiplo da história não deixa o tédio se instaurar. O fio principal da história não se perde, mas não é único. Desde Orlado perseguindo Angélica, até Ruggiero e Bradamante tentando entrelaçar seu amor; Desde Rodomonte indo e vindo com seus sentimentos até Astolfo pretendendo fugir de si mesmo e do poema, muitas coisas nascem e crescem no coração do leitor. O canto onde Orlando enlouquece até hoje me gera algo indescritível. É comum que as epopeias, poesias sejam amaldiçoadas por sua dificuldade ou até mesmo ilegibilidade perante um público mais diverso, mas eu garanto que com algum esforço você poderá sorver de uma das experiências literárias mais gratificantes de sua vida. Daí eu gastar tanto espaço falando do que envolve a obra mais que dela mesma. Com sua pluralidade, diversidade fica difícil falar sem cair em redundância. É uma leitura longa, relativamente difícil. Nem que passe um ano lendo de maneira fragmentada (Um canto aqui, outro ali), eu insisto que tente, se possível. Desde Homero até Goethe, existe uma dimensão única de saber que só pode ser compreendida por quem lê. Boa sorte, boas leituras!

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    Ludovico Ariosto profile picture

    Ludovico Ariosto

    Ludovico Ariosto nasceu em Reggio Emilia em 1474 e morreu em Ferrara em 1533. Ao serviço da rica corte dos d'Este tornou-se, ainda em vida, num dos mais renomados autores do Renascimento italiano. Escreveu para o teatro diversas tragédias (Tragédia de Tisbe, La Cassaria, I Suppositi) e comédias (Lena, Il Negromante) e foi igualmente autor de várias obras de poesia lírica e satírica; porém, será ao seu poema épico Orlando Furioso - obsessão de uma vida, escrito ao longo de mais de trinta anos e publicado, na sua versão final, em 1532, com 46 cantos e cerca de 40 000 versos rimados -, que ficou a dever a sua glória e lugar de destaque no panteão da literatura universal.

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    Ludovico Ariosto