A liberdade é um bem inalienável. Quem a possui, talvez e exatamente por isso, pode não reconhecer toda a força advinda de sua posse; entretanto, sua ausência acarreta um sofrimento insuportável justamente por sonharmos com algo que nos pertence e nos qualifica enquanto humanidade. O cárcere denota ausência e, portanto, privação. Ao privarem-nos de algo tão essencialmente humano, somos irremediavelmente conduzidos à condição de animais irracionais, desprovidos de vontade ou de escolha. Mas, por guardarmos justamente uma porção avassaladora do gene racional-reacionário optamos por sonhar e nos rebelamos contra essa condição, quiçá não eterna.
