O livro começa em 1750, em Bagé, e termina em 1836, em Marselha narrando os fatos mais importantes dos últimos 86 anos da nação charrua. Os primeiros capítulos nos permitem entender a vida livre deste povo, quase "uma terra sem males", a convivênia harmônica com a natureza, o respeito aos antigos costumes. Os personagens principais, Noimahici e Ibajé, servem de fio condutor para a feitura da trama. Através deles, vamos entender como eram realmente os índios do nosso pampa muito mais humanos do que brancos "civilizados" que roubavam seus cavalos e estupravam suas mulheres. O amor dos jovens charruas é narrado com poesia e singeleza, como todos os detalhes da prova de maturidade, do casamento, do primeiro filho que nasce, da difícil conquista da liderança da tribo. A construção e a queda do forte Santa Tecla são momentos de alta fidelidade histórica, revelando detalhes até a pouco envolvidos na bruma do esquecimento. O mesmo acontece quando os charruas participam das lutas pela indepência do Uruguai e são depois perseguidos e assassinados pelo presidente Rivera. --- Trecho do texto escrito por Alcy Cheuiche.