A teoria é um tanto estranha, pode parecer sandice dum velho gagá e reacionário!
Eu tinha lido isso no século passado. Era uma edição bilíngue, com umas 50 páginas em português; daí você virava o livro de ponta cabeça e tinha a versão em inglês. Coerente com a capa!Achei esse exemplar num sebo, só que com páginas pares in English e ímpares em português. Não lembrava, mas o prefácio é de Gilberto Freyre! Com tal prefácio, a respeitabilidade do autor sobe, com certeza!!
A base da teoria ou síndrome é:
'Quando qualquer espécie, num dado território, ultrapassa um certo número, então o excesso deve desaparecer.' Ou seja, alcançada uma certa (melhor dizendo, errada) Densidade, a espécie vem com um mecanismo intrínseco para corrigir a distorção!
O autor tem preocupações Malthusianas com a população de 5 bilhões de 1983/84. E com os 8 bi de hoje?
Cita experimentos onde uma população de camundongos é deixada num certo ambiente e com o aumento explosivo da população começam a surgir doenças, comportamentos sociais doentios, câncer, homossexualismo etc.- ou seja Síndrome da Densidade - defesas da espécie para reduzir o crescimento, voltando a uma Densidade sadia. Na opinião dele. E ele estabelece paralelo com a situação do Homo presapiens (ainda não podemos ter chegado a sapiens segundo ele), tendo a AIDS um forte significado e apelo à validade da teoria, por conta do impacto que tinha na época.
Quando ele fala da juventude, não dá pra não lembrar da canção de 1962 do Cartola: 'a sorrir eu vou levando a vida, a chorar eu vejo essa juventude perdida'...
No fim das contas, todas essas mazelas seriam APENAS efeitos biológicos imanentes do bicho homem, que com tanta doença e desvios estaria se defendendo, talvez numa corrida amoque (amok) tal qual a dos lemingues, visando o reequilíbrio da espécie. E o autor advoga que o número ideal seria uns 12,5% da população actual. Só um bilhãozinho!