Coletânea de poemas, acrósticos, rimas elaboradas, trocadilhos e jogos de palavras. Uma homenagem à mulher, ao homem, à vida e à morte nos relacionamentos cotidianos da cidade. Acho que tudo começou em meados de 1984, quando, ainda adolescente, achei interessante poder escrever o que pensava e guardar, já que não tinha coragem para mostrar minhas ideias a ninguém... nem podia... sei lá... talvez pudesse... O problema é que a sociedade daquela época era outra, e eu era um estranho no ninho. Agora já conheço bem a palha que o compõe. Para um homem sensível, criado em uma família tradicional, de origem humilde, esse negócio de escrever poesia era coisa de levantar questionamentos. Hoje, descasado e recasado, com dois filhos adultos, com a vida resolvida, enfio a cara nesta empreitada de desafiar você a ler minha pequena obra e, se gostar, indicar aos amigos; se não gostar, não precisa espalhar. Escrever é mais que simplesmente colocar tinta sobre o papel, mais que se esforçar em produzir uma obra. Na verdade, o que me orienta é uma pulsão hedonista mesmo. O que me leva a fazer esta traquinagem é mero divertimento. O prazer quase infantil de ver as pessoas fazendo cara boa ao conhecer algo que eu fiz. Adoro brincar mesmo com as palavras, com rimas, acrósticos etc. Mostro meu modo de ver o que as pessoas sentem e às vezes não falam. Falo por elas. Espero honestamente que muitas pessoas possam gozar momentos bons ao ler minhas verdades fantasiosas, desabafos, devaneios “et al”.

