Viagem a bordo das Comitivas Pantaneiras

    Débora Alves

    Life Editora
    2014
    202 páginas
    6h 44m
    ISBN-13: 9788581502236
    Português Brasileiro

    A realidade de uma comitiva pantaneira vivida, relatada e ricamente ilustrada sobre dois aspectos. Em um primeiro plano em forma de diário e em um segundo plano na forma de um debate onde estão envolvidos temas de maior abrangência, priorizando-se o jornalismo ambiental. Sendo um nativo destas paragens sempre tinha ouvido falar das tais comitivas, boiadas conduzidas por grupos de peões de fazendas, mas não havia tido contato com a dinâmica de seu funcionamento, nem por livros, o que é muito bem descrito, numa leitura fácil, rápida e esclarecedora. O livro é bem objetivo e relata, além da nostalgia deste tipo de “viagem”, as durezas da lida do gado. Expõe a primitiva relação trabalhista (escravista ao pé da letra) sem carteira assinada, entre os envolvidos nesta peleja: dono da boiada x dono da comitiva x peões da comitiva. Narra o deslocamento de um patrimônio de quinhentos mil reais, representado por uma boiada de mil e duzentas cabeças de gado, por vias não convencionais, que é colocado no trecho aos cuidados do chefe da comitiva, que recebe, relativamente, alguns reais pela empreita, tira o custo, repassa as diárias aos peões, e arca com os prejuízos. A autora viveu o evento e descreveu-o com toda a nostalgia envolvida: cavalgada, pernoite ao relento, comida caseira, paisagens pantaneiras, histórias de ataques de onças e de abelhas (zorópas) entre outras. Além disso, faz um levantamento histórico do surgimento e manutenção deste tipo de manejo de gado tão presente no Estado de Mato Grosso do Sul mesmo que em menor quantidade.

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    Aloízio de Oliveira07/09/2016Resenhou um livro
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    Comitivas Pantaneiras

    A realidade de uma comitiva pantaneira vivida, relatada e ricamente ilustrada sobre dois aspectos. Em um primeiro plano em forma de diário e em um segundo plano na forma de um debate onde estão envolvidos temas de maior abrangência, priorizando-se o jornalismo ambiental. Sendo um nativo destas paragens sempre tinha ouvido falar das tais comitivas, boiadas conduzidas por grupos de peões de fazendas, mas não havia tido contato com a dinâmica de seu funcionamento, nem por livros, o que é muito bem descrito, numa leitura fácil, rápida e esclarecedora. O livro é bem objetivo e relata, além da nostalgia deste tipo de “viagem”, as durezas da lida do gado. Expõe a primitiva relação trabalhista (escravista ao pé da letra) sem carteira assinada, entre os envolvidos nesta peleja: dono da boiada x dono da comitiva x peões da comitiva. Narra o deslocamento de um patrimônio de quinhentos mil reais, representado por uma boiada de mil e duzentas cabeças de gado, por vias não convencionais, que é colocado no trecho aos cuidados do chefe da comitiva, que recebe, relativamente, alguns reais pela empreita, tira o custo, repassa as diárias aos peões, e arca com os prejuízos. A autora viveu o evento e descreveu-o com toda a nostalgia envolvida: cavalgada, pernoite ao relento, comida caseira, paisagens pantaneiras, histórias de ataques de onças e de abelhas (zorópas) entre outras. Além disso, faz um levantamento histórico do surgimento e manutenção deste tipo de manejo de gado tão presente no Estado de Mato Grosso do Sul mesmo que em menor quantidade.

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