Na vibrante e misteriosa Nova Iorque do séc. XXI, a tenente Eve Dallas já sobreviveu a criminosos de todos os tipos, de meros ladrões a verdadeiros psicopatas. Mas desta vez é um bombista que está a ameaçar a sua cidade. Com a ajuda do seu marido, o magnata Roarke, Eve terá de enfrentar um enigmático grupo terrorista de nome Cassandra. Sem objetivos claros, o grupo lança um rasto implacável de morte e ruína no mundo de Eve, e quando a sua teia de terror atinge aquelas pessoas mais próximas de si, Eve é forçada a ripostar. Afinal, esta é a sua cidade e o seu trabalho é defendê-la... mesmo quando, para isso, tem de arriscar a própria vida.
Lealdade Mortal (Série Mortal #09) - (Loyalty in Death)
J. D. Robb
Sempre que leio um excelente livro da série mortal, fico um pouco temerosa de iniciar o próximo pois temo que ele não seja tão bom quanto o anterior. Por isso, após a minha leitura de Conspiração mortal há alguns meses, passei um tempo sem coragem de retornar para um livro de mortal. Porém, como essas leituras sempre me envolvem e empolgam e era disso que eu estava precisando, resolvi que havia chego a vez de Lealdade mortal em minha lista de livros a serem lidos. A história certamente começa empolgante e como sempre, adorei ver a dupla Eve e Peabody em serviço já nos primeiros capítulos, e logo nos deparamos com um assassinato que parece simples, mas logo percebemos que não o é, assim como nada é simples na vida da grande Eve Dallas. Aos poucos, vai se criando um imenso quebra-cabeças, e confesso que em vários momentos não entendi como as coisas se ligariam, e na verdade cheguei ao final achando um pouco forçado o modo como a autora quis dar o pontapé inicial nas coisas. Apesar de o começo ter sido com um assassinato aparentemente básico, logo as coisas ficam bem complicadas quando começam haver espécies de ataques terroristas e tais ataques são direcionados para locais onde existem muitas pessoas o que faz com que existam muitos, muitos feridos nesse livro. Provavelmente essa questão dos feridos foi a mais intensa do livro para mim, uma vez que embora a autora não se demore no drama, já que não é o foco da série, mas ela nos transporta para os cenários, nos leva a sentir pesar e dor pelas perdas, e sentimos muito por Eve também no momento em que acompanhamos as tragédias através de seus olhos. Além disso, fui surpreendida com a perda de uma determinada personagem a quem me afeiçoei, e também significou uma grande surpresa para mim a pessoa que elaborou toda a trama aqui desenrolada, pois embora eu sentisse determinado desconforto em relação a esse indivíduo, acreditei que era coisa da minha mente e que eu estava apenas sendo insensível, mas ao final meus instintos mostraram-se corretos. Quanto a relação pessoal dos personagens, admito que me irrito durante as tramas quando Roarke, o marido da tenente Eve se envolve nos casos dela, e embora ele tenha a intensão de ajudar, muitas vezes penso que ele deveria se meter menos em tudo. Além disso, foi muito bacana ver mais uma vez a relação da minha dupla favorita de mortal, Eve e Peabody, e sou completamente apaixonada e fascinada pelas interações das duas, bem como pela amizade que só cresce entre elas. E por falar na personagem Peabody, embora corra o risco de parecer evasiva, posso dizer que amei uma determinada relação que surgiu na vida desta nesse livro, e apesar de não poder falar mais para não gerar spoilers, afirmo que era algo pelo qual eu esperava há bastante tempo. Por fim, posso dizer que o final desse livro foi eletrizante, daquele estilo de gelar a barriga, e apesar das ressalvas sobre o desenvolvimento do caso, o livro mais uma vez foi envolvente, intrigante e deixou um gostinho de quero mais.
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