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    Terre des hommes -

    Antoine de Saint-Exupéry

    Folio
    2013
    186 páginas
    6h 12m
    ISBN-13: 9782070360215
    3.8
    29 avaliações
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    Dans cette œuvre autobiographique, Saint-Exupéry évoque une série d’événements de sa vie — essentiellement de l'époque à laquelle il travaillait pour l'Aéropostale. L'élément central de son récit est son accident avec son navigateur André Prévot dans le Sahara libyen en 1935, où les deux hommes faillirent mourir de soif. Avant de commencer son récit, l'auteur salue Henri Guillaumet, son collègue de l'Aéropostale, « Henri Guillaumet mon camarade je te dédie ce livre ».

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    Marcel Fortes Portela picture
    Marcel Fortes Portela22/04/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nenhuma palavra inútil

    Meditações cheias de beleza de quem construiu um império dentro de si. A pena almada de um grande escritor. Todas as anedotas são cheias de ternura. Como a dos beduínos que viram, pela primeira vez, uma cachoeira e ficaram a esperar a água acabar de cair. Ou a do piloto Guillaumet perdido nos Andes que achou forças para se erguer da neve quando lembrou que a esposa não receberia o seguro de vida de um “ausente”, era preciso que ao menos encontrassem o seu corpo. “Velho burocrata, meu companheiro aqui presente, ninguém nunca fez com que te evadisses, e não és responsável por isso. Construíste tua paz tapando com cimento, como fazem as térmitas, todas as saídas para a luz. Ficaste enroscado em tua segurança burguesa, em tuas rotinas, nos ritos sufocantes de tua vida provinciana; ergueste essa humilde proteção contra os ventos, e as marés, e as estrelas. Não queres te inquietar com os grandes problemas e fizeste um grande esforço para esquecer a tua condição de homem. Não és o habitante de um planeta errante e não lanças perguntas sem solução: és um pequeno-burguês de Toulouse. Ninguem te sacudiu pelos ombros quando ainda era tempo. Agora a argila de que és feito já secou, e endureceu, e nada mais poderá despertar em ti o músico adormecido, ou o poeta, ou o astrônomo que talvez te habitassem”.

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    3.8 / 29
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