Meio datado, mas com importantes noções
A linguagem dessas novas mídias se desenvolveria sob certos "princípios", que Manovich tenta evidenciar. Não são princípios completamente estáticos e sólidos, mas que ajudam bastante a compreender as diversas mídias, principalmente as que surgem a partir da massificação do computador. A comparação com o cinema expõe de maneira didática conceitos de debates maiores como a semiótica e a narratologia. Manovich elege “Um Homem com uma Câmera” (1929) de Dziga Vertov, para ilustrar e acompanhar todas as sessões e discussões do livro. Um filme que sobretudo questiona, descobre e reinventa o "dispositivo". Há muitas referências a obras, o que é um ponto positivo para quem busca uma historiografia das novas mídias. Mas, os vários nomes de dispositivos, programas, linguagens e conceitos do ciberespaço podem tornar o livro maçante para iniciantes. Revelo que mesmo para mim não foi muito fácil manter a atenção entre tantas nomenclaturas. Certamente, a maior contribuição da presente obra é expandir a noção de "interface" para o campo cultural. O título faz jus a obra!

