Há desses livros que se mantêm num nível de literatura que está acima da mediocridade e abaixo da grandiosidade. Eu, particularmente, aprecio bastante em alguns momentos esse tipo de leitura, que casa perfeitamente com uma viagem ou uma simples fila de espera. Iperoig (1954), do paulista Leão Machado (1904-1976), se encaixa perfeitamente nesse nicho.
É bastante compreensível que esses livros medianos acabem condenados ao esquecimento; contudo, não deixam de ser quitutes saborosos para leitores curiosos como eu. Iperoig é de uma leveza tentadora para certas ocasiões. A simplicidade do formato e a pouca densidade do enredo fazem uma limpeza cerebral que por vezes não se pode dispensar...
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