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    Festim das 12 cadeiras

    Elvis DelBagno

    Schoba
    2015
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-13: 9788580133813
    Português Brasileiro
    3.3
    25 avaliações
    Leram3Lendo1Querem42Relendo0Abandonos1Resenhas10
    Favoritos2Desejados42Avaliaram25

    Ao comprar um conjunto de 12 cadeiras russas para o jantar anual, um casal homossexual descobre um tesouro embaixo do estofado de uma delas. Com as contas bancárias transbordando, os milionários resolvem manter o tesouro na cadeira e doá-lo ao primeiro convidado que se sentar nela. No entanto, eles percebem que isso será um problema quando um dos convidados não comparece ao jantar. Estruturando-se nas comédias de costumes, nos deparamos com uma crítica social de um humor ácido extravasante dos diálogos preconceituosos dos personagens mais bizarros que poderiam surgir numa sociedade cheia de interesses. Narrado de forma corrida como um roteiro cinematográfico e com diversas referências à cultura popular, o autor traça uma paródia ao clássico conto russo 12 cadeiras, de Ilf and Petrov, e ao filme Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock.

    Resenhas (10)Ver mais
    Tamirez Santos picture
    Tamirez Santos31/08/2018Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Festim das 12 Cadeiras

    Há uns dois meses eu anunciei por aqui o lançamento desse livro e realmente me mostrei empolgada, pois a premissa é muito bacana e como são poucas páginas, imaginei que a narrativa seria rápida e cheia de reviravoltas, porém não foi bem isso que aconteceu. O livro começa bem, ao longo da história são introduzidos capítulos falando sobre a vida de cada um dos convidados, o que se apresenta interessante num primeiro momento, pois todas as tramas são divertidas, porém alguns deles não são importantes para a história e parece perda de tempo saber sobre todos eles, quando o foco poderia ser em apenas alguns. A narrativa parece novelística e se você é adepto do estilo, provavelmente vai curtir. No meu caso, achei o livro bem arrastado. Como mencionei no início, achei que as histórias dos convidados davam uma dinâmica a história principal, porém com a repetição constante, acho que acabou surtindo o efeito contrário a partir da metade do livro. Achei que o tal jantar iria ocorrer logo nas primeira páginas, já que a sinopse já entrega isso, e que a trama se desenrolaria realmente no que os convidados fariam ao descobrir o tesouro. O que acontece porém, é que na página 140 de um livro de 180, o fatídico jantar sequer começou. É nessa hora que uma das bem colocadas “nota do editor” entra no meio da narrativa e pede para o autor voltar pra história real e posso dizer que traduziu completamente meu sentimento: vamos parar de enrolar e ir direto ao que interessa? O fim do livro contém uma surpresinha bem narcisista e talvez tenha salvado um pouco da história pra mim, pois não é algo usual de acontecer, o que pode ser um diferencial para o livro, já que para muitas pessoas um final surpreendente define um bom livro. Festim das 12 Cadeiras é uma paródia ao conto russo 12 Cadeiras, de Ilf and Petrov e ao filme de Alfred Hitchcock, Festim Diabólico. E sim, eu sei que em Festim Diabólico a trama é em volta do tal baú e que corre um certo tempo até a descoberta, porém, mesmo sendo uma paródia, esperada um twist no meio da história, que distanciasse um pouco a trama de delBagno, da trabalhada por Hitchcock. Mas antes de tudo isso, a primeira coisa que me incomodou foi a forma como os gays são estigmatizados. Num momento onde a comunidade LGBT está cada vez mais em foco em função de suas lutas por igualdade, é necessário ter muito cuidado na forma como eles são representados. Afirmações como “ele sabe que tom de azul é esse porque ele é gay” pra mim são completamente desnecessárias e sim, estigmatiza, e não de forma positiva. E não querendo ser injusta, apresentei o trecho a amigos homossexuais e vi no rosto deles o quanto foi uma escolha ruim de palavras nessas comparações. Em dias da sutileza de David Levithan ao abordar esses temas, é perigoso escrever e ver o tiro saindo pela culatra. Resta saber se esses “drops” na história fazem parte de toda a proposta com a qual a obra foi divulgada, de que seria uma crítica a sociedade e ao preconceito. Fora isso temos questões sociais e religiosas debatidas ao longo da narrativa, além de histórias bem bizarras de alguns dos personagens. Como mencionei lá em cima, me senti lendo uma típica novela brasileira, e como uma pessoa não muito adepta de novelas, acho que o livro acabou abaixo das expectativas pra mim. Mas como sempre digo por aqui, talvez esse seja um título pra entrar no seu top 10, se houver inclinação para o estilo e história, portanto é sempre válido dar uma chance ao livro e tirar suas próprias conclusões.

    18 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 25
    • 5 estrelas8%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas52%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas4%