Revista de Aparecida - Páscoa, festa da luz eterna

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    Santuário Nacional de Aparecida
    2007
    50 páginas
    1h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O tempo pascal, inaugurado com a Vigília da noite de Sábado Santo, se estende até a solenidade de Pentecostes. São 50 dias que devem ser celerados e vividos com alegria, como se fora um só dia ou um "Grande Domingo". Essa alegria espiritual deve aparecer externamente em todas as celebrações e, sobretudo, no rosto de cada cristão amado por Deus e salvo por Jesus Cristo...Na Quaresma podemos ter a sensação de que vencemos etapas, deixamos para trás o que nos pesa muito no coração. Vivemos em seguida o momento novo, o Cristo Ressuscitado que aponta para nós a transformação possível e definitiva, a nova vida. Os discípulos fechados num mesmo lugar por medo, transformam-se em pessoas corajosas e saem para anunciar que Jesus, o Filho de Deus, crucificado e morto, foi ressuscitado pelo Pai. Eles se sentem reanimados para continuar a Missão de Jesus... Neste mês a Revista de Aparecida entra em seu ano 8. Continuando sua missão de evangelização, a partir desta edição teremos novidades. Esperamos que sejam úteis em sua vida de fé. Contamos sempre com suas orações.

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    Mary Dourado08/07/2015Resenhou um livro
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    “Vi armas e soldados subalternos invadirem outro país em nome da paz, mas, jamais, eu e você vimos a invasão em terra alheia para matar a fome de irmãos e de irmãs.”.

    Bem, a edição de abril, mês da Páscoa de Jesus Cristo, traz diversos textos sobre esse período tão importante para a Igreja. Dos textos que mais chamaram minha atenção o primeiro foi o da coluna “Reflexão”, escrito pelo Padre Ferdinando Mancílio, sob o título “ Deus quer aí morar!”, que aborda características cristãs e humanas, que nosso mundo tanto precisa e que nós cristãos por tantas vezes deixamos de lado, valores que não valem só para cristãos ou para quem tem alguma crença, mas para todos como seres humanos, a solidariedade, o amor, a caridade, a compaixão, dentre tantos outros, que têm o poder de diminuir o fardo, o sofrimento do irmão. Sobre o texto, o autor discorre sobre a importância de cuidar do corpo, da saúde e na fé termos consciência de que nosso corpo é a casa do Espírito Santo: “Somos Templos de Deus”. E nesse aspecto espiritual, como cuidar da casa que Deus habita? Para isso o autor apresenta aspectos que acabam nos desviando deste caminho, como é o caso do egoísmo, que nos afasta de Deus e de todos os problemas presentes no mundo e nos quais deveríamos ser agentes de transformação, pelo qual nos voltamos tanto para nós mesmos, que viramos as costas para a dor do outro, “para menores abandonados, para corpos sofridos pela dor da fome e pela falta de recursos de toda espécie, corpos mutilados pela guerra, farrapos humanos nas calçadas das avenidas, dos becos e recantos das grandes cidades...”. Nesse contexto o autor expressa uma ideia que nos faz refletir mais ainda sobre os assuntos relacionados no texto e que chamou muito a minha atenção: “Vi armas e soldados subalternos invadirem outro país em nome da paz, mas, jamais, eu e você vimos a invasão em terra alheia para matar a fome de irmãos e de irmãs.”. E para finalizar o autor ressalta a necessidade de cuidarmos do templo de Deus com uma vida pautada em partilha, amor e compaixão, que a religião não seja um ato pessoal, que sejamos cristãos, humanos para com o nosso irmão (independente de sua crença, cor...), que em nosso corpo, que no templo de Deus, habite uma alma que tem compaixão, amor, misericórdia, que seja carregada de solidariedade e perdão. Outra coluna que traz uma mensagem muito importante e especial para a formação cristã é “Religião também se aprende – Moral”, escrita pelo Padre Márcio Fabri dos Anjos, e que busca responder à seguinte pergunta: “O que é Ressuscitar?”. Sintetizando o que foi dito por ele: Para nós cristãos, ressurreição é uma transformação de nós, pelo poder amoroso de Deus. Muitas vezes relacionamos ressuscitar apenas com a morte física, nisso o autor nos mostra outro significado dessa transformação pelo amor de Deus. Em que antes da ida para a Casa do Pai, há muitas outras transformações em vida, “Nossa vida é uma história que se desenrola: estamos sempre morrendo para isso e nascendo para aquilo. A fé cristã já coloca a ressurreição quando morremos para o egoísmo e nascemos para o amor. Essa morte também não é fácil, mas por ser diluída, às vezes a gente percebe menos.”. Ou seja, é sempre uma busca, estamos sempre buscando estar no caminho de Deus.

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