O Brasil tinha as maiores reservas de minério de ferro do mundo, mas não conseguia instalar uma usina siderúrgica. Quando o rei Alberto da Bélgica visitou Belo Horizonte, em 1920, o Presidente de Minas Gerais, Arthur Bernardes solicitou que ele se empenhasse em atrair investidores para a região. Em consequência, Gaston Barbanson, Presidente da Arbed, importante grupo de empresas siderúrgicas em Luxemburgo, criou o Sindicato do Brasil, que reunia diversas empresas, e enviou uma missão técnica a Minas Gerais. Associou-se com a Companhia Siderúrgica Mineira, criando a Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. Na mesma ocasião, adquiriu a Mina do Andrade e a fazenda que pertencera a Jean Monlevade. Louis Ensch veio para o Brasil no ano de 1925, como responsável por todas as atividades da empresa em Minas Gerais, e com muito sucesso transformou a usina de Sabará na primeira usina siderúrgica integrada do Brasil. No ano de 1935, Ensch iniciou as obras de construção da usina de Monlevade, que foi a primeira grande indústria de aço no Brasil. O livro narra a epopeia de Louis Ensch, um luxemburguês que amou tanto a nossa terra, que pediu que seu corpo fosse enterrado em João Monlevade. Faleceu no ano de 1953, em Luxemburgo, e seu último desejo foi atendido. Repousa hoje ao lado de Jean Monlevade.
Louis Ensch e a Belgo Mineira
Antonio José Polanczyk
3i Editora
2014
224 páginas
7h 28m
ISBN-13: 9788566115321
Português Brasileiro
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