A Ameaça do Barão Macaco

    Hector Lima, Milton Sobreiro, Felipe Sobreiro

    Zarabatana Books
    2015
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Na metrópole a vida do crime compensa - e muito -, como sabem Massa e Zen, os traficantes mais violentos da região. Mas algumas operações começam a dar errado: dinheiro some e pessoas-chave aparecem mortas. A estrutura fica abalada e a desconfiança se instala. Uma facção ataca a outra e delegados, como Fonseca, estão sempre um passo atrás. Correm boatos sobre uma figura misteriosa com cara de macaco nos locais dos crimes. Será verdade ou lenda? É o que a jornalista Renata quer investigar, sem saber que está se metendo em um fogo cruzado. A Ameaça do Barão Macaco é um suspense policial com roteiro de Hector Lima (Sabor Brasilis), arte de Milton Sobreiro (Smoke/Ashes) e capa e letras de Felipe Sobreiro (Luther Strode).

    Resenhas (1)Ver mais
    Tony Menêzes  picture
    Tony Menêzes 06/06/2026Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Esperava (muito) mais

    Sabe aquela máxima que diz “não julgue o livro pela capa”? Quando vi a capa e o título, eu fiquei louco para ter na coleção e lê-lo, pois pra mim, seria uma história absurda de boa. É uma HQ curta, de 60 páginas que fala sobre a vida do crime em uma metrópole que não tem seu nome citado. O crime é um negócio lucrativo, um comércio que sustenta o padrão de muitas vidas. Mas ao mesmo tempo em que eclode uma guerra entre facções, surge a figura de um justiceiro social que usa uma máscara de macaco. Com isso posto, tinha tudo para ter sucesso, envolvendo mistério, ação e suspense, utilizando um conceito de heróis pulp mascarados dos anos de ouro dos quadrinhos. Mas a guerra entre as gangues ocupa tanto o espaço das páginas que quase não sobra espaço para a figura enigmática e, portanto, ela não acaba sendo trabalhada com o potencial que merecia. No final, a HQ chega ao seu fim com mais perguntas do que elucidando as questões levantadas durante seu decorrer. Seria o Barão Macaco um vilão ou herói? Apenas um justiceiro social? Uma pessoa pode ser incorruptível ou só precisamos saber o preço para que se corrompa? Quem é o patrão? E além disso, ainda encerra-se com a pergunta “fim?”, deixando a indagação que a HQ poderia ter uma continuação e a história ser melhor trabalhada, ter outro desfecho ou simplesmente encerrar com uma pergunta retórica sobre um problema crônico existente nesse país

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