Novas exigências, velhos paradigmas O entrevistado desta edição, o arquiteto e engenheiro estrutural alemão Werner Sobek, é um dos fundadores do German Sustainable Building Council (DGNB). A entidade está trazendo para o Brasil um selo de sustentabilidade baseado no conceito de Triple Zero, segundo o qual a construção deve demandar zero energia em operação, ter zero emissões de CO2no processo e não produzir resíduos durante toda a vida útil. Surge a dúvida: estamos preparados para atender a esses níveis de exigência? Competência técnica à nossa engenharia não falta, mas é preciso construir a custos competitivos. Em artigo publicado também nesta edição, o professor André Nagalli reconhece que, comparados aos "convencionais", os edifícios sustentáveis têm um custo inicial cerca de 10% maior. Volta aí uma velha questão: como o Poder Público, nas diversas instâncias, poderia induzir e fomentar a sustentabilidade na construção civil brasileira? O Reino Unido se comprometeu a reduzir as emissões de carbono em pelo menos 34% até 2020. No Brasil, por enquanto, metas conhecidas e compartilhadas por toda a sociedade parecem muito distantes. Vale lembrar da adaptação das construtoras às exigências da NBR 15.575, a norma de desempenho para edifícios habitacionais de até cinco pavimentos. Sua exigibilidade foi novamente prorrogada, agora para março de 2013. Se avançássemos nessa questão, o caminho ficaria mais "livre" para o atendimento a requisitos de sustentabilidade. Afinal, separar exigências ambientais da qualidade e desempenho de sistemas construtivos constitui um erro grosseiro ao se tratar de um assunto tão importante. Infelizmente, ainda coexistem novas exigências e velhos paradigmas a serem quebrados. Renato Faria
Revista Téchne #179 - Superviga Protendida
não informado
PINI
2012
80 páginas
2h 40m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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