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    Escritos sobre o Terramoto de Lisboa

    Immanuel Kant

    Almedina
    2005
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-13: 9789724025353
    Português
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    Ao trazer o terramoto de Lisboa da esfera do transcendente para o domínio da ordem natural, Kant tentou mostrar-nos que, ao invés de procurar no desastre significados ocultos, deveríamos antes aperfeiçoar formas de coexistir com o risco da sua repetição. A mensagem continua actual, mormente porque os destinatários se revelam renitentes. O jesuíta Gabriel Malagrida, némesis de Sebastião José de Carvalho e Melo, comentou nos seguintes termos a hipótese de o terramoto ser um fenómeno natural: «Nem o Diabo inventaria uma maneira mais certa de nos levar à perdição.» A mensagem de Malagrida, mais do que a de Kant, terá ficado plasmada na memória colectiva dos portugueses. Razão de sobra, se outras não existissem, para ler o que Immanuel Kant e outros expoentes do Iluminismo escreveram sobre o terramoto de Lisboa de 1755. (Do Posfácio)

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    Immanuel Kant

    Immanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo prussiano. Amplamente considerado como o principal filósofo da era moderna, Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental (de René Descartes, Baruch Espinoza e Gottfried Wilhelm Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

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    Königsberg, Prússia

    Immanuel Kant