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    Frankenstein - O Moderno Prometeu - Edição comentada bilíngue português-inglês

    Mary Shelley

    Landmark
    2016
    317 páginas
    10h 34m
    ISBN-13: 9788580700343
    Português Brasileiro
    4.2
    47702 avaliações
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    Romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora inglesa e esposa do poeta e ensaísta Percy Bysshe Shelley, relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que busca recriar um ser vivo, uma criatura, através do uso da ciência em seu laboratório. Mary Shelley escreveu FRANKENSTEIN: O MODERNO PROMETEU quando tinha apenas 19 anos. a obra foi elaborada após o encontro do casal Shelley com Lorde George Gordon Byron, 6º Barão Byron (1788-1824), em sua mansão às margens do lago Genebra, encontro este que produziu uma série de textos, poemas E romances de autoria de Byron, John Polidori (1795-1821), Percy e Mary Shelley, conforme relatado no "Prefácio" da edição de 1831. A obra foi publicada em 1818, sem o devido crédito para a autora em sua primeira edição, mas com um prefácio escrito por seu marido, Percy Bysshe Shelley e é esta primeira versão publicada, mais densa e completa, que a Editora Landmark lança nesta inédita edição. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero, tendo grande influência na literatura e na cultura popular ocidental. FRANKENSTEIN: O MODERNO PROMETEU aborda diversos temas ao longo de sua narrativa, sendo a mais gritante a relação entre a criatura e o seu criador, com óbvias implicações religiosas. Uma influência notável na obra é o poema épico O Paraíso Perdido, de John Milton. A influência torna-se explícita tanto através da epígrafe que cita três versos do poema, quanto aparecendo diretamente no desenrolar da trama, sendo um dos livros que a criatura lê. Preconceito, ingratidão e injustiça também estão presentes. A criatura é sempre julgada por sua aparência, e agredida antes de ter a oportunidade de se defender. Por fim, a inevitabilidade do destino, tema muito desenvolvido na literatura clássica, é constantemente aludida ao longo da obra que se presta a múltiplas interpretações e leituras. . . . . Gothic horror novel inspired by the romantic movement, authored by Mary Shelley, English writer and wife of the poet and essayist Percy Bysshe Shelley, tells the story of Victor Frankenstein, a student of natural sciences who seeks to recreate a living being, a creature, through the use of science in your laboratory. Mary Shelley wrote FRANKENSTEIN: MODERN PROMISED when she was only 19 years old. the work was elaborated after the Shelley couple's meeting with Lord George Gordon Byron, 6th Baron Byron (1788-1824), in his mansion on the shore of Lake Geneva, a meeting that produced a series of texts, poems and novels by Byron , John Polidori (1795-1821), Percy and Mary Shelley, as reported in the "Preface" of the 1831 edition. The work was published in 1818, without due credit to the author in its first edition, but with a preface written by her husband, Percy Bysshe Shelley and this is the first published version, more dense and complete, that Editora Landmark launches in this unprecedented edition. The novel was highly successful and generated a whole new genre, having a great influence on literature and Western popular culture. FRANKENSTEIN: MODERNO PROMETEU addresses several themes throughout his narrative, the most striking being the relationship between the creature and its creator, with obvious religious implications. A notable influence on the work is John Milton's epic poem Paradise Lost. The influence becomes explicit both through the epigraph that cites three verses of the poem, and appears directly in the course of the plot, being one of the books that the creature reads. Prejudice, ingratitude and injustice are also present. The creature is always judged by its appearance, and assaulted before it has the opportunity to defend itself. Finally, the inevitability of fate, a theme very developed in classical literature, is constantly alluded to throughout the work that lends itself to multiple interpretations and readings.

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    Mateus Calazans picture
    Mateus Calazans27/06/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Frankenstein sempre foi para mim sinônimo de terror e monstruosidade. Quando alguém dizia o nome, ligava a um monstro aterrorizante e sanguinário, com o corpo grotesco e deformado. Tal foi minha surpresa ao ler o livro quando descobri que na verdade o monstro não se chamava Frankenstein e nem era aterrorizante como eu imaginava. Sinceramente, Frankenstein está mais para drama do que para terror. Entrei no mundo de Mary Shelley achando que estava entrando em um mundo assustador e bizarro, mas acabei entrando mesmo num universo triste, melancólica e de proporções graves. Foi uma decepção? Em certos aspectos sim. Mas mesmo não sendo o grande terror que eu imaginava, se mostrou um livro dramático excelente e que nos faz pensar na vida. O Dr. Frankenstein tentou aquilo que muita gente sonha: vencer a morte. Mas tudo o que conseguiu foi criar um monstro horrível, que amedronta todos aqueles que passam por perto. E o monstro é malvado, como sua aparência leva a crer? Absolutamente não. Tem o coração mole, é bondoso e está pronto a ajudar os outros. Mas o mundo acaba tornando-o abominável, por ser excluído de tudo. Quem não se tornaria assim em tal situação? O monstro, que a primeira vista deveria me amedrontar, acabou me conquistando. Comecei o livro achando-o bizarro, e terminei achando-o a criatura mais sofrida e solitária do planeta. Tudo o que fez ou deixou de fazer foi pelo fato de ter sido abandonado e desamparado por seu criador. Seu criador o abandonou, deixou-o a mercê do mundo, para que todos fizessem o que queriam com ele. Quando ele percebe em que situação está é que começam seus assassinatos e mortes. Todo sangue derramado não foi nada mais nada menos do que a consequência de tudo o que o mesquinho Dr. Frankenstein fez. Se analisarmos bem, veremos que o monstro é uma metáfora para todos os excluídos da sociedade, todos aqueles que as pessoas tentam se distanciar e que acham horríveis. Mesmo essas pessoas denominadas horríveis possuem sentimentos, e não tem o coração de pedra. Enfim, é um ótimo livro, com uma história excelente e um dos melhores personagens da literatura. Mas não caiam na bobagem de achar que o livro é de terror como eu pensei. Talvez esse pensamento seja fatal para a leitura.

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    Mary Wollstonecraft Shelley profile picture

    Mary Wollstonecraft Shelley

    Mary Wollstonecraft Shelley foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da pedagoga e escritora Mary Wollstonecraft. Casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley em 1816, depois do suicídio de sua primeira esposa. <br><br> Mary Shelley foi autora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de literatura de viagens, mais conhecida por sua novela gótica Frankenstein: ou O Moderno Prometeu (1818). Ela também editou e promoveu os trabalhos de seu marido.

    65 Livros
    591 Seguidores

    Mary Wollstonecraft Shelley