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    O Seminário, livro 18 - De Um Discurso Que Não Fosse Semblante

    Jacques Lacan

    Zahar
    2009
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788537801031
    Português Brasileiro
    4.1
    16 avaliações
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    Favoritos3Desejados52Avaliaram16

    Desde 1973, Jacques-Alain Miller vem lançando os 26 volumes de O Seminário, referente aos seminários ministrados por Lacan em Paris, de 1953 a 1980 – indispensáveis para o conhecimento integral da revolucionária leitura empreendida por Lacan da obra de Freud. Acompanhando de perto os lançamentos na França, a Zahar publica mais essa grande contribuição para o campo psicanalítico no Brasil.

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    Paulo Silas Taporosky Filho26/02/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    No Seminário de número 18, datadas as exposições de 1971, Lacan explora a relação existente entre a palavra e o escrito (no sentido da letra), dando início à sua abordagem a partir da expressão que dá título ao livro: "de um discurso que não fosse semblante", escrito no quadro-negro logo no início da primeira conferência transcrita. A ambiguidade ou estranheza presente nesse dizer é conduzida por Lacan de modo a permitir as abordagens que são realizadas nessa obra. O Seminário 18 é mais curto quando comparado com a maioria dos outros, não chegando a contar com 180 páginas. Isso não deixa a leitura mais rápido, tão menos torna a compreensão mais fácil. É o Lacan que todos conhecem com seu lacanês, exigindo atenção e paciência do leitor para que seja conduzido pelas explanações do psicanalista a respeito dos temas tratados no livro: o discurso do mestre, a articulação do discurso a partir de uma estrutura, a impossibilidade de uma metalinguagem e outras questões que permeiam ou funcionam como base para suas articulações. O sintoma é necessário para que se tenha demanda para a análise, diz Lacan, de modo que talvez seja por isso que aquilo que enuncia no título desse Seminário (o discurso que não fosse semblante) é o que confere posição ao analista. Passando por diversas tratativas sobre o escrito ("o escrito não é linguagem", "a relação sexual [...] só subsiste, em última instância, a partir do escrito" e outras tantas), Lacan conclui o Seminário destacando um aspecto paradoxal do supereu, definindo sua prescrição como a que "se origina precisamente nesse Pai original mais do que mítico, nesse apelo como tal ao gozo puro, isto é, à não castração" - daí que o que diz o supereu é "Goza!", encerrando assim a abordagem mediante esse cúmulo do paradoxo.

    3 curtidas

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    Jacques-Marie Émile Lacan

    Jacques Lacan (1901-1981) foi um grande psicanalista, sendo considerado um dos principais intérpretes de Sigmund Freud. Sua obra é considerada como complexa de se compreender. Ele fundou uma corrente psicanalítica própria: a Psicanálise Lacaniana Lacan apresentou invocações na psicanálise, tanto do ponto de vista teórico, como no ponto de vista prático. Segundo Lacan, a psicanálise tem apenas uma interpretação possível, que é a interpretação linguística. Na psicanálise, o inconsciente é tido como fonte dos fenômenos patológicos. Sendo assim, conforme também defendido por outros psicanalistas, é uma tarefa descobrir as leis pelas quais se rege o inconsciente. Leis que são descobertas pelas manifestações do inconsciente, e assim, pode-se tratar essas patologias. A Psicanálise Lacaniana constitui como um sistema de pensamento que promoveu diversas alterações em relação à doutrina e clinica propostas por Freud. Lacan criou novos conceitos, além de ter criado uma técnica de análise própria. Sua técnica diferenciada surgiu a partir de uma metodologia diferente de análise do trabalho do Freud. Principalmente, em comparação a outros psicanalistas cujas teorias divergiram de seu predecessor.

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    Jacques-Marie Émile Lacan