Coletânea de crônicas publicadas na revista Veja Brasília. Orelha de Nicolas Behr, poeta: Quando a Clara me convidou para escrever este texto eu topei na hora. E disse mais: faço com prazer. Porque foi prazer que senti quando li estas crônicas, algumas ainda na última página da Veja Brasília. Falam da nossa Brasília, das vivências da cronista, agora já brasiliense, integrada na paisagem, conhecedora das nossas lendas e mitos. Descreve os lugares, compartilha sensações. Ler estas crônicas é acreditar na humanização da maquete através da palavra. Clara vê Brasília com um outro olhar. Não viciado, não previsível, não clichê. Conra você mesmo na leitura das deliciosas crônicas escritas por esta mineira que Brasília adotou.
O planeta das flores amarelas -
Clara Arreguy
Edições (1)
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Eu fui convidada pela Claúdia Marini do Mãe Literatura para participar do Projeto Viagens Literárias do Mãe Literatura, que consiste na viagem de um livro parceiro do Blog entre blogueiras do Brasil. É no mesmo molde do livro viajante. Como vocês já perceberam eu gosto muito desses projetos, inclusive pela oportunidade de conhecer os trabalhos literários de autores nacionais. Eu fico super feliz quando recebo convites assim, demonstra confiança e credibilidade como blogueira. Vamos ao livro da Clara "O Planeta das Flores Amarelas " é uma coletânea de Crônicas sobre Brasília, cidade amada! A principio quando comecei a ler logo na primeira crônica senti que felizmente iria gostar do livro. A Clara descreve uma Brasília diferente, cheia de sensações marcantes e vibrantes sobre a cidade que tanto amo, especialmente traz sentimentos que somente quem nasceu aqui sabe o que estou descrevendo. "O segundo motivo a me conquistar forma as pessoas. Os laços sociais. Como um bando de exilados, os brasilienses natos e/ou naturalizados possuem um sentido de solidariedade mais orgânico. Apoio Mútuo." Apesar de Clara não ter nascido em Brasília, ela descreve de uma forma bem peculiar as ruas, os movimentos, a política, os contornos e entorno, como se fosse nascida nesta terra. Ela escreve com elegância e reverência sobre vários temas inclusive o clima seco de Brasília. A linguagem utilizada é clara e precisa, deixando até quem não conhece a cidade com vontade de vir conhecer um dia. "O ar sem chuva modifica as mechas dos cabelos, as pontas dos dedos, o consumo e a eliminação de líquidos, a transpiração quase ausente, a pressão sanguínea, o ardor nos olhos, a ofegante busca por sonhos menos asfixiantes, a onipresente luz do dia, o tatear de superfícies que se procuram menos abrasivas e mais compassivas. Algo há de consolar tanta aridez." São crônicas que se dividem em capítulos cada um contando uma singularidade da cidade. Clara conquista nas primeiras linhas o leitor, é uma leitura muito gostosa, que aguça a vontade de terminar, não é cansativa de forma alguma. Além disso, é a forma do leitor conhecer Brasília de outro ângulo. A maioria conhece o que a mídia mostra, ainda mas agora que toda a luz esta refletida para a cidade do poder e o centro político. O leitor tem a oportunidade de conhecer como vivem os brasilienses natos e/ou naturalizados, aqueles que escolheram Brasília para viver com os olhos atentos da cronista Clara nas suas palavras equilibradas e sábias. Eu realmente adorei o livro e espero ter a oportunidade de encontrar a Clara em algum momento da minha vida para dizer o quanto fiquei feliz ao ler as páginas de seu livro, fiquei realmente encantada! Claudinha, eu só tenho que agradecer o convite para participar do projeto, muito feliz por você ter escolhido o livro: "O Planeta das Flores Amarelas" me senti privilegiada e especialmente agradecida por ter lido um livro que mostra Brasília com realmente é, eu como brasiliense nata não poderia ficar mais contente e lisonjeada. Um grande abraço
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