Há algumas décadas, os trabalhos manuais eram obrigação das mulheres prendadas, assim como cuidar da casa, do marido e dos filhos. Desde a emancipação feminina na sociedade moderna, em meados do século passado, a mulher moderna foi para o mercado de trabalho e não tinha tempo, muito menos paciência de bordar, tricotar e costurar. MAS, o mundo gira, meus queridos!
Recentemente, não apenas as mulheres, mas também alguns homens voltaram a incluir os trabalhos manuais em sua vida, dessa vez como satisfação pessoal. Foi assim que nasceu a nova geração de crafteiros que prezam a técnica do DIY (do it yourself, ou então, faça você mesmo).
Andrea e Cláudia, autoras do livro, foram as pioneiras a divulgar o conceito "craft" no Brasil, através do blog Superziper, no ar desde 2007, onde começaram a dar algumas dicas para ajudar aqueles que estão começando.
A edição está uma graça e confesso que me surpreendi positivamente em vários aspectos. Em primeiro lugar pelo fato de o livro ser pequeno, não em relação à quantia de páginas, mas sim às dimensões. Faz o estilo pocket e pode ser carregado na bolsa para qualquer lugar, tranquilamente.
As páginas, detalhadas com botões, estampas, agulha, linha e zíper dão um visual muito interessante à obra, que traz dicas, ideias, ilustrações, os mandamentos dos crafteiros e vinte projetos incríveis para serem colocados em prática. Além, é claro do incentivo técnico baseado na tentativa e não em um resultado perfeito, visto que só consegue aprimorar um craft aquele que pratica diversas vezes. Outro ponto que me chamou a atenção foi o fato da conscientização abordada pelas autoras, de que não precisa sair comprando tudo que vê pela frente para conseguir realizar os projetos propostos. Pelo contrário, o DIY se baseia em reaproveitar aquilo que se tem:
"Use o que você tem, não precisa comprar - invente, improvise, adapte -, sempre vamos insistir nesse ponto. A necessidade é a mãe da criatividade. Menos inspiração e mais prática. (...) 'se todos os escritores do mundo ficassem esperando a inspiração chegar, as bibliotecas estariam vazias de livros'.".
Em suma, o craft veio para ficar. Eu arrisquei e adorei a experiência. E você, já deu seus pontinhos hoje? Não? Então, #partiufazer.