Olá caros leitores e caríssimas leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.
Will é apenas um adolescente normal, até que sua vida muda drasticamente. Após passar mal no seu aniversário e ter uma passagem no hospital, ele descobre que tem poderes especiais. Will tem poder sobre a eletricidade; consegue manipulá-la e absorvê-la. Contudo, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades; ele nem imagina a responsabilidade que irá receber.
Após a manifestação do seu poder, Will começa a ser perseguido. Ele não sabe ainda exatamente por quem, mas alguém quer capturá-lo. Durante uma dessas fugas, dois adolescentes resgatam-no. Após o levarem para um local seguro, contam a verdade sobre seus poderes e sobre a guerra na qual ele acabou inserido. Após um breve momento de negação, Will começa a entender o seu papel e parece disposto a batalhar. Contudo, nada parece ser muito simples.
Partindo dessa premissa, Gabriel Ribeiro compõe a trama de Icarus, obra juvenil com uma pegada de fantasia urbana e até de ficção científica. Durante todo o livro, há claras inspirações, sendo X-Men a mais evidente de todas. Por Will ser uma espécie de mutante, toda aquela aura dos quadrinhos paira sobre o livro. Aliás, o que faz com que o autor solte uma ou outra referência ao universo do Magneto e do Professor Xavier. Há também características em comum com muitos outros livros do gênero. O processo de amadurecimento, reconhecimento dos poderes, treinamento, melhora em combate... tudo segue uma linha já comum na literatura juvenil.
Isso, porém, não faz com que o livro seja ruim. É claro que poucas surpresas aguardarão aos que já leram uma certa quantidade de obras desse gênero. Porém, se pensarmos na obra voltada para um público mais jovem, certamente ela cumprirá muito bem os seus objetivos. Principalmente por causa da forma que o enredo foi trabalhado.
Ribeiro preocupou-se em escrever o livro em primeira pessoa, o que confere uma aproximação do leitor com o fato narrado. Temos então um adolescente que conta sua estória para outros adolescentes. Nesse sentido, a obra torna-se muito interessante e envolvente. Apesar de já desconfiarmos do que vai acontecer no capítulo seguinte, ficamos ansiosos para lê-lo.
Ademais, vale ressaltar que a escrita do autor contribui bastante para que a leitura tenha esse ar de urgência. A escrita é ágil e sempre há algo de importante acontecendo. Então, o leitor se vê impulsionado a seguir página após página. É possível, inclusive, ler o livro em umas duas sentadas, pois é muito difícil largar a obra.
Os personagens, por sua vez, são desenvolvidos de forma mediana, mas nada muito diferente do que encontramos em livros juvenis do gênero. Como é uma série, parece-me compreensível esse desenvolvimento não tão profundo. Acredito que o próximo volume possa trazer um trabalho mais profundo e também dar um completo desenvolvimento para o protagonista.
Em resumo, Icarus encontramos um livro que não traz muita coisa nova, mas que consegue trabalhar bem na premissa que propõe. Por ter sempre algo acontecendo e uma narrativa ágil, é quase impossível abandonar a leitura. Para leitores mais jovens, o livro é recomendado. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!