Lila é uma “cuidadora de imóveis” e, no momento, está instalada em uma linda cobertura em Manhattan que será seu endereço por quinze dias. Além de cuidar e manter o imóvel durante a viagem de seus proprietários, ela tem a função de mimar Thomas, o gato simpático e exigente dos Kilderbrand.
Lila adora seu trabalho, já que o mesmo lhe proporciona oportunidades infinitas de viagens, além de tempo adicional para escrever seus livros, que ganham cada vez mais leitores aficionados por suas histórias sobre licantropos e seus inimigos.
Lila é uma voyeur discreta, que adora observar a vida de outras pessoas através das lentes de seu binóculo, que ela carrega para todos os lugares, e em uma dessas observações ela presencia um terrível assassinato. Nesse momento, temos a primeira de muitas referências utilizadas por Roberts para a confecção deste romance, mas a inspiração em “Janela Indiscreta” e em “Um Corpo Que Cai”, ambos de Alfred Hitchcock, termina por aí, mas percebi que a grande vilã da história, possui traços muito semelhantes a uma assassina cruel dos livros de Christopher Smith. O que de forma nenhuma desqualifica o valor literário de Nora Roberts, muito pelo contrário!
O que enfraqueceu demais foi a premissa do argumento deste romance.
Veja bem, meu querido leitor, como acreditar que uma família abastada americana venderia, sem saber, um valiosíssimo ovo Fabergé criado especialmente para a esposa do último czar russo? A partir desse pequeno detalhe, eu comecei a questionar todo o plot policial do romance, embora seguisse muito interessada na parte romântica e em como Roberts resolveria a equação extremamente complicada que armou.
A relação entre Ash, um pintor de sucesso e membro da alta sociedade americana, meio-irmão de uma das vítimas, e Lila, tem um perfume muito sedutor e elegante, como é característica de todos os pares românticos de Nora Roberts. E, de quebra, ela nos apresenta um casal adicional muito charmoso e divertido, como só Roberts é capaz de escrever.
Um thriller de suspense, onde a polícia e o FBI têm um papel pífio. Sei lá, acho que Roberts não confia muito no sistema de repressão ao crime americano... Bem, pelo menos nesse romance eles não deram uma dentro! :O
Eu gostei e me diverti lendo El Coleccionista, mas tenho certeza absoluta que não está no topo dos melhores livros de Roberts. Ainda bem que esperei o preço baixar na Amazon... Ufa!