Quem nunca ouviu ou disse aquela célebre frase “dê tempo ao tempo”? Com certeza, se não a maioria, muito já a ouviram. E isso nada mais quer dizer que em determinadas situações é preciso ter paciência, saber esperar, saber usar este fator como nosso aliado, e não nosso inimigo. “O tempo”, expressão que nos acompanha do nascimento à morte. Aliás, de um ao outro é apenas uma mera questão de tempo. O livro traz diversas crônicas sobre o cotidiano, um convite ao leitor para refletir sobre vários assuntos, onde alguns podem até ter o caráter de autoajuda, quando o autor compartilha fatos vivenciados, sob o olhar e a análise críticos do ocorrido. O Tempo, com suas ambíguas interpretações, está presente em muitos textos, inclusive no que dá título ao livro, entre as crônicas preferidas do autor. Nós aprendemos – ou ao menos tentamos - durante da vida, sobre o tempo como fator, quase sempre, determinante em inúmeras situações. O fracasso ou sucesso pode ser uma simples relação de nossos atos com o tempo. Saber usá-lo como aliado é um privilégio das pessoas sensatas e inteligentes.
O Tempo - Nosso inimigo ou aliado?
Fabio Diaz Mendes
Edições (1)
Ver maisPensando sobre o tempo
Olá, Amigos! Quando recebi a obra O Tempo. Nosso inimigo ou aliado?, de Fabio Diaz Mendes, publicação da Editora 4Letras, imaginei que iria adquirir dicas para otimizar o meu tempo. Entretanto, o livro não aborda tal preocupação. Diante da correria do mundo, desejamos fazer tudo muito rápido. Não conseguimos saborear nossas ações lentamente. No lugar de mastigar, engolimos tudo o que vem pela frente. A pressa nos gera uma indigestão emocional. O homem perdeu a capacidade de contemplar o mundo a sua volta. Eu faço parte dessa realidade que deseja tudo de forma instantânea. Por isso, ao ler um título com a palavra tempo, já penso em algo que me forneça ferramentas para acelerar minhas ações. O livro de Fabio Diaz Mendes foge desse padrão, porém ele nos ensina a aproveitar o tempo de outra maneira. Aqui, não se divulga velocidade na ação, mas se procura qualidade em tudo o que fazemos. A obra é composta de crônicas. Na maioria dos textos, a palavra tempo com seu significado não é abordada diretamente. As crônicas falam de ações humanas, trazendo reflexões sobre elas. A ligação com o tempo se dá, porque o ser humano tem uma dimensão histórica. A vida se desenvolve dentro de um intervalo de tempo. Pessoas devem refletir suas atitudes num espaço histórico. A historicidade humana foi feita para obter qualidade de vida. O autor fala de diversos temas: violência, escolhas, sentimentos, preconceitos, etc. Ele nos demonstra o quanto fazemos péssimo uso de muitas coisas. Na procura de algo instantâneo, deixamos de lado os bens duradouros para ficarmos com o efêmero. O bem coletivo é substituído pelo prazer individual. As narrativas me fizeram ter contato com as falhas humanas. O livro não me trouxe alegria. Entristeci-me com tudo o que li. Esse fato parece depor contra a obra, todavia as tristeza e as angústias geradas são os pontos positivos do livro. A leitura desse livro não foi feita para anestesiar o ser humano, mas para cutucar as feridas. O Tempo. Nosso inimigo ou aliado? veio para incomodar e acarretar mudanças num mundo de injustiças. O livro não traz fórmulas prontas, mas nos leva a pensar naquilo que devemos fazer. Não importa se iremos levar muito ou pouco tempo. Cabe a nós a procura do correto. Descobrir o certo e o errado na atualidade não é tarefa fácil, e pode levar tempo. Porém, investir muito tempo não se torna prejuízo, mas garante qualidade para o mundo. Com o término da leitura, não encontrei respostas. Entretanto, levantei sérias questões sobre o meu agir. Com o passar do tempo, vou amadurecendo minhas reflexões para ver o que devo fazer com minha vida. Tal exercício de reflexão não é um processo egoísta, visto que ao refletir sobre como devo agir, minhas ações se transformam em algo favorável para o bem coletivo. Sobre o livro, posso garantir que se trata de uma leitura altamente recomendável. Infelizmente, muitas pessoas podem acabar temendo a leitura. Nem todos gostam de sentir tristeza, mesmo que ela acarrete em bens futuros. Muitos preferem o efeito anestésico das falsas ilusões, e entregam seu destino para alegrias passageiras. Não se dão conta de que tais alegrias se convertem em dores individuais e coletivas. No Skoob, classifiquei a obra com CINCO ESTRELAS. Gostaria muito de conhecer a opinião de outras pessoas a respeito desse livro. Será que elas sentiram a mesma tristeza que eu? Será que enxergaram esse sentimento como algo positivo? Se você leu a obra, deixe sua opinião nos comentários.
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