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    O Último Mamífero do Martinelli

    Marcos Rey

    Global
    2014
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788526019928
    Português Brasileiro
    3.5
    20 avaliações
    Leram36Lendo2Querem18Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos2Desejados18Avaliaram20
    Resenhas (6)Ver mais
    Allan picture
    Allan04/11/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não devemos esquecer Marcos Rey

    Que leitura prazerosa a de 'O último mamífero do Martinelli'. O protagonista inominado é um perseguido político da ditadura. Para se esconder ele resolve invadir o edifício Martinelli, primeiro arranha céu da cidade de São Paulo, jaz abandonado e aos pedaços. Nessa trama, Marcos Rey desenvolveu sob uma atmosfera 'noir', uma narrativa onde a realidade se mistura com a ficção de forma a prender a atenção do leitor. O excelente escritor nos transporta para tempos passados, com personagens inspirados em resquícios daquilo deixado no prédio. O aspecto urbano se entremeia à solidão e vicissitude descritas no texto. Ótimo livro do autor, como muitos outros. Uma pena que Marcos Rey atualmente passa por um processo de esquecimento/apagamento...

    8 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 20
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas5%
    Marcos Rey profile picture

    Marcos Rey

    Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato, (São Paulo, 17 de fevereiro de 1925 — São Paulo, 1 de abril de 1999) foi um escritor e roteirista brasileiro. Marcos foi também redator de programas de televisão, adaptou os clássicos A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo. Marcos usava sua cidade natal, São Paulo, como cenário de várias de suas obras. O autor se dedicou principalmente às obras voltadas ao público juvenil. Escreveu crônicas, contos e se destacou escrevendo romances. Escreveu também várias obras literárias adultas. Durante os anos 1970, foi roteirista de diversos filmes do gênero pornochanchada produzidos na Boca do Lixo, em São Paulo, como As Cangaceiras Eróticas e O Inseto do Amor. No gênero ficção infantil estreou com Não Era Uma Vez, drama de um garoto à procura de sua cadela perdida nas ruas. Foi também tradutor de livros em inglês, em parceria com seu irmão Mário Donato. Na década de 1990 tornou-se colunista da revista Veja, São Paulo. No ano de 1999, após voltar de uma viagem à Europa, Marcos Rey foi internado para uma cirurgia, e não resistindo às complicações, faleceu no dia 1 de abril, aos 74 anos, sem recuperar a consciência. Foi cremado, e um mês depois, sua esposa Palma Bevilacqua Donato sobrevoou com um helicóptero o centro da cidade, espalhando as cinzas do autor sobre São Paulo e realizando assim a reunião eterna de Marcos Rey com a metrópole que foi a grande personagem de toda sua obra.

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    Marcos Rey