3 estrelas.
Esse é um livro fofo e perfeitamente ok. Mas é só isso. Nada mais e nada isso. É bem insosso, devo dizer, e os personagens, apesar de legais, foram mal desenvolvidos e bastante planos. Lexi começou com uma crise existencial do nada, sem razão, sem motivos e sem convencer. Esse é meu maior problema com o livro: toda crise, briga e conflito - ou seja, todas as coisas que fazem com que o enredo avance - foram originados por algo irrelevante. Não convence porque sempre parece que os personagens estão fazendo drama e fazendo tempestade em copo d'água. O que aconteceu, na verdade, é que a autora tentava dar uma lição filosófica e reflexiva TODA HORA, e cada pequena coisa que acontecia criava pano para uma lição de moral e uma reflexão sobre a vida. Entendiante, dava vontade de pular as partes que a personagem começava a refletir sobre a mesma coisa que ela já tinha refletido umas três outras vezes na história e chegado a mesma conclusão!
Além do mais, o livro se alongou. O casal poderia ter ficado juntono meio do livro e não teria feito diferença. O que senti foi que a autora estava tentando alongar a história, do mesmo jeito que a gente faz quando tem que escrever um trabalho com o número mínimo de páginas, e fica enchendo linguiça. Ela tentou aumentar o tamanho do livro, e, para isso, conflitos que não faziam sentido começaram a surgir a torto e a direito. O enredo estava progredindo, e bem quando eu achava que estava chegando ao fim, pois já não havia mais pra onde ir, eu olhava para as páginas e percebia que ainda faltavam cerca de cem páginas. Então problemas que não eram verdadeiramente problemas foram sendo criados para dar continuidade a uma história que já tinha dado tudo que tinha que dar. Ela estava evitando o clímax, empurrando ele para o fim do livro, e para isso ficou criando conflitos que, depois de um tempo, começaram a cansar. Eles brigavam sobre umas coisa tão desarrazoadas que era difícil de acreditar, como de quem era a culpa sobre um celular deixado carregando. Oi?
No mais, foi uma leitura rápida, e uma completa imersão no mundo das convenções. Me deu uma vontade de ir pra uma depois de ler, não vou mentir. Eu as amo, e morro de saudades de ir. Não diria que é um livro com cultura geek, porque não havia basicamente nenhuma referência à cultura pop e nerd, mas sim à energia de ir para uma convenção. Para mim, amante de multidões, filas e qualquer tipo de confusão (sem brincadeira), foi bem legal.
Em suma, um livro bom, porém completamente esquecível. O QUE FOI INESQUECÍVEL, entretanto, foi o livro criado pela autora para ser o livro que Aidan escreveu, Piecekeepers. EU PRECISO DESSE LIVRO. Soou tão criativo e intrigante, eu amei. Por favor, alguém o escreva!!