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    Homo Faber -

    Max Frisch

    Guanabara
    1986
    270 páginas
    9h 0m
    ISBN-10: 8570302339
    Português Brasileiro
    3.9
    7 avaliações
    Leram1Lendo0Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados14Avaliaram7

    Um dos principais nomes da literatura de língua alemã deste século, o suíço Max Frisch nasceu em 1911 e ao longo de sua atividade como escritor produziu uma obra extensa e diversificada composta de peças teatrais, ensaios, um diário e romances. Entre estes, um dos mais importantes é Homo Faber, que data de 1957 e que a partir de sua publicação passou a ser considerado sua obra-prima. Romance da identidade pessoal posta em questão da resistência do indivíduo contra uma sociedade mecanizada, Homo Faber é uma reflexão sobre uma das mais complexas e profundas contradições de nossa época, contradição que no romance se expressa por meio de personagens nos quais todos os leitores podem se reconhecer.

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    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior20/07/2024Resenhou um livro
    0

    Certas pulguinhas mentais...

    Sempre digo, em minhas resenhas, que sou professor de Literatura do Ensino Médio e isso para mim acaba tendo importância fundamental naquilo que leio. Dito isso, há muitos anos, em um dos textos sobre o Modernismo constante no material didático, era citado um autor que me era completamente desconhecido, cuja obra-prima retrata o que seria o homem moderno, racional, tendo a mente voltada apenas para a objetividade, a ciência e a tecnologia. E foi assim que fiquei sabendo da existência de “Homo faber”, de Max Frisch. Mas a alegria por descobrir um novo autor não durou muito: pesquisei em sebos e em livrarias virtuais, mas em nenhum deles constava sequer uma cópia à venda de tal livro. Imaginei, obviamente, que o livro não houvesse sido lançado no Brasil e constasse apenas em sua língua original, o alemão. Em outras palavras, “Homo faber” entrou para a lista dos livros que jamais seriam lidos por essa pessoa que vos fala. Nas férias passadas, em visita a um sebo em Recife, dou de cara com o dito-cujo e fiquei sabendo que foi publicado, sim, pela Editora Guanabara, na década de 80. Comprei-o de imediato. “Homo faber” é uma ótima leitura, com uma narrativa entremeada de flashbacks, mas que em nada atrapalha a fluidez da narrativa. E o argumento é bem simples: um técnico em viagem de trabalho, descobre que seu colega havia se suicidado em meio à selva tropical, por não suportar o clima ou alguma outra razão escondida; no decorrer de suas viagens, encontra uma jovem com quem mantém um relacionamento aparentemente “nada além da amizade”, digamos assim. Quando jovem, esse técnico abandonou a mulher de sua vida grávida (e também por ela foi abandonado). Ele percebe que essa jovem é justamente sua filha e decide fazer com ela uma viagem pela Europa. A tragédia acontece... Mas sem spoiler. Apesar do enredo aparentemente sem maiores surpresas, o livro consegue prender a atenção do leitor mais atento. Vale a pena? Acredito que sim, mas nem tanto pela história em si, mas pelo que ele faz pensar. Somos presas do destino? Construímos nosso próprio destino? O acaso existe? Podemos ser absolutamente racionais em tudo o que ocorra conosco? Se a vida parece não ter sentido, vale a pena vivê-la? E nisso, repito, reside o mérito do livro: mesmo que você seja absolutamente emotivo/emocional, ele te deixará com essas pulguinhas mentais te perturbando até mesmo após tê-lo acabado de ler...

    2 curtidas

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    3.9 / 7
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Max Rudolf Frisch  profile picture

    Max Rudolf Frisch

    Max Rudolf Frisch (15 de maio, 1911 - 4 de abril de 1991) foi um suíço dramaturgo e romancista , considerado altamente representativos da literatura de língua alemã depois da Segunda Guerra Mundial . Em suas obras criativas Frisch particular atenção às questões relativas aos problemas dos direitos humanos de identidade , individualidade , responsabilidade , moralidade e compromisso político. O uso de ironia é uma característica importante de sua pós-guerra publicações. Frisch era um membro do Olten Gruppe.

    8 Livros
    4 Seguidores

    Max Rudolf Frisch