We Now Return to Regular Life -

    Martin Wilson

    Dial Books
    2017
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-10: 0735227829

    Sam Walsh had been missing for three years. His older sister, Beth, thought he was dead. His childhood friend Josh thought it was all his fault. They were the last two people to see him alive. Until now. Because Sam has been found, and he’s coming home. Beth desperately wants to understand what happened to her brother, but her family refuses to talk about it—even though Sam is clearly still affected by the abuse he faced at the hands of his captor. And as Sam starts to confide in Josh about his past, Josh can’t admit the truths he’s hidden deep within himself: that he’s gay, and developing feelings for Sam. And, even bigger: that he never told the police everything he saw the day Sam disappeared. As Beth and Josh struggle with their own issues, their friends and neighbors slowly turn on Sam, until one night when everything explodes. Beth can’t live in silence. Josh can’t live with his secrets. And Sam can’t continue on until the whole truth of what happened to him is out in the open.

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    Rony02/08/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    We now return to regular writing

    Aqui, tal como em seu livro de estreia, Wilson utiliza dois narradores/pontos de vista para desenrolar um coming of age que parte de um acontecimento intenso que abala o universo dos protagonistas, e se desenrola no decorrer dos meses seguintes, com ambos assimilando a situação. Porém, já que apontei essas semelhanças estruturais entre ambos os romances escritos pelo autor, sinto que devo também apontar onde eles se diferenciam para esclarecer um pouco de onde parte meu desapontamento. Se em "What they always tell us" Martin Wilson conseguiu me capturar logo de cara, ao criar climas que se encaixavam tão bem com suas cenas, situações e personagens, e que traduziam os sentimentos tão latentes e profundos e singulares da adolescência que estavam sendo experimentados por seus personagens, aqui sinto que ele nunca chegou no mesmo patamar. Quando li a sinopse, fiquei certo de que ele era o escritor ideal para contar a história que era prometida. Afinal de contas, ali estavam jovens tendo que lidar com culpa, remorso e dor enquanto tentavam se entender enquanto adolescentes (adolescentes colocados em situações extraordinárias, ainda que cruelmente realistas). E não me entendam mal; tanto Beth como Josh, nossos dois narradores, possuem jornadas interessantes e bem desenvolvidas. Porém, pra mim, particularmente, faltou aquela aproximação maior com as personagens. Racionalmente eu entendi e aprovei suas trajetórias - pensando no todo do livro, claro -, mas não consegui me envolver emocionalmente. Na realidade, por vezes, ao iniciar um novo capítulo, eu tinha que me relembrar quem o estava narrando, por não sentir uma distinção clara entre "a voz da Beth" e "a voz do Josh" (outro ponto que difere da minha experiência com o primeiro livro do Wilson, no qual não lembro de jamais ter confundido um narrador com o outro - e olha que lá eram irmãos!). E consigo apontar essa falta de investimento na história em trechos que o próprio autor parecia não dar tempo ao seu leitor. Em mais de uma ocasião ele não permitia um respiro entre um acontecimento e outro. Por exemplo: em uma linha o Josh está conversando com uma garota e a destrata, ele sai andando pelo corredor da escola e a encontra novamente e vai se desculpar por algo que ele diz ter acontecido "um tempo antes", sendo que eu li aquele acontecimento quatro linhas acima. Sabe, ele poderia colocar o personagem refletindo sobre algo, algum outro pequeno acontecimento no meio etc para que o leitor absorvesse a passagem de tempo. Ao não fazer isso perde-se o impacto emocional dessas cenas (e se eu reparei nesse aspecto, acreditem-me, é porque aconteceu mais de uma vez). Talvez eu esteja sendo mais duro do que deveria com este livro. Talvez tenha sido mais fácil eu gostar de "What they always tell us" por não ter esperado nada dele, enquanto aqui já existia uma expectativa. Talvez seja apenas o caso de que a história daquele dialogava mais intimamente comigo do que a história deste. Talvez agora eu esteja mais exigente do que estava há um ano (quando li o primeiro livro do autor). Ou talvez seja apenas o que eu apontei anteriormente mesmo. De toda forma, não me arrependo por um segundo apenas de ter lido este livro, que, no todo, foi um livro bom. E fico no aguardo de mais coisa para ler deste autor. Mas o saldo final, para mim, é que, depois da prazerosa surpresa literária que foi "What they always tell us", este livro ganha o significado que coloquei no título desta resenha.

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