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    Três Mocinhas Elegantes -

    Cristina Villaça

    Zit
    2016
    32 páginas
    1h 4m
    ISBN-13: 9788579331022
    Português Brasileiro
    4.4
    7 avaliações
    Leram8Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados4Avaliaram7

    Cuca é uma garota esperta, alegre e curiosa. Ela só não consegue entender por que a vizinhança torce o nariz para sua família. Suas duas mães, Ana e Lia, nem ligam para os comentários maldosos, que fingem não escutar. Mas Cuca fica intrigada. Por que os vizinhos não gostam delas se nunca fizeram mal a ninguém? Em Três mocinhas elegantes, a narrativa de Cristina Villaça e os desenhos de Rafa Anton descrevem com argúcia e delicadeza o dia a dia de uma família diferente. E, ao mesmo tempo, refletem como essa ideia de “diferença” incide sobre as relações sociais. Fazem isso, porém, com graça e otimismo, na contramão da atmosfera pesada que, em geral, habita as histórias sobre preconceito. Neste livro, a discriminação pela qual passa um casal homo afetivo é descrita pelo olhar de uma criança que cresce imersa no amor e no zelo de suas duas mães. Um olhar que, repleto de frescor e empatia, faz com que Três mocinhas elegantes consiga fugir de estereótipos ao tratar do tema. Na rua, só seu Chiquinho e dona Sinhá, já idosos, são amigos de Cuca e de suas duas mães. A menina gosta de visitar a coleção de relógios daquele que considera seu bisavô — daí, aliás, vem o apelido dela. Pois é justamente no convívio afetuoso das duas famílias que nasce a reviravolta dessa história. Uma mudança brusca que tem sua gênese no real significado da palavra “empatia”. Uma guinada construída pelo poder do afeto e da solidariedade, pela beleza e pelas surpresas do tempo. Uma situação inusitada que, descrita de forma sutil e onírica por Cristina Villaça e Rafa Anton, é um sopro de esperança rumo a uma sociedade mais tolerante e feliz.

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    Maria Inês Carreira picture
    Maria Inês Carreira21/09/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Crítica: ‘Três Mocinhas Elegantes’, de Cristina Villaça e Rafa Anton

    Sou da opinião que escrever e ilustrar um livro infantil é desafio para poucos. Poucos como Cristina Villaça e Rafa Anton, que em apenas trinta páginas de puro talento e uma sutileza extraordinária conseguiram um pequeno gesto de revolução. Três Mocinhas Elegantes (Zit Editora) é uma história sobre o complicado mundo dos adultos, escrita para crianças, sob o ponto de vista de uma criança, Cuca, uma menina que tem duas mães. Quando eu tinha a idade de Cuca, não sabia que crianças podiam ter dois pais ou duas mães. Em verdade, não podiam. Essas famílias andavam escondidas, por debaixo do manto da vergonha, num canto qualquer de uma esquina entre tantas ruas de preconceito, descriminação, intolerância e hipocrisia. Felizmente, se eu vier a ter filhos, eles poderão ler um livro como este, num mundo que caminha lentamente para um lugar melhor, com alguns heróis que insistem em puxá-lo para fora do buraco negro em que muitos vilões querem enfiá-lo. Os autores e personagens desta grande obra pertencem a esse grupo de heróis. Mas o/a leitor/a não pense que o tema se restringe ao universo de uma família homoafetiva. Na verdade, este é um livro sobre o cliché do Amor e da Solidariedade, revestido de uma forma inovadora e necessária. Além de Cuca e suas duas mães, Ana e Lia, são também personagens de alta importância o casal de idosos seu Chiquinho e dona Sinhá, vizinhos das três mocinhas elegantes, com quem a criança passa grande parte do seu tempo livre e único lugar da vizinhança onde não se sente descriminada por ter duas mães. Aspecto curioso da história é o fato de um casal de idade avançada, talvez as pessoas de quem mais se poderia esperar uma atitude conservadora, olharem com tão bons olhos (e com tanto amor) as três vizinhas. A relação entre crianças e idosos sempre me comoveu pela pureza quase instintiva que une gerações tão afastadas no tempo, mas tão próximas na condição humana. Assim é a relação de Cuca com seu Chiquinho, que lhe ensina uma das maiores lições que ela levará para a vida, com juras de amizade eterna entre os dois. Não conto mais do enredo, muito menos do final da história, para estimular uma leitura obrigatória, principalmente para todos os pais e mães que sonham com um mundo melhor para seus filhos. Original escrito no site Boletim Leituras.

    1 curtida

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