Um poema é um poema (Leve um Livro - 3ª temporada) - (de Vera Casanova)

    não informado

    Fundação Municipal de Cultura
    2017
    16 páginas
    32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Coleção leve um livro, Março/2017: "Um poema é um poema", de Vera Casanova. _ Vera Casanova é poeta, ensaísta e tradutora. Foi professora de Literatura Brasileira e Comparada e Semiótica da Faculdade de Letras da UFMG.Obra poética:Canto Zero, Horizontes de passagem, Elipses, Lucia Rosas:textos impuros, Rastros, Restos, Mistura fina, entre outros textos esparsos em revistas variadas. Como ensaísta e organizadora de obras: Estação Imagem, Interartes, Ética e imagem, entre outras. _ Terceira temporada da Coleção Leve um Livro. Durante os anos de 2015 e 2016, pusemos nas ruas, gratuitamente, 120 mil exemplares de livros de poesia de 48 autores brasileiros contemporâneos. Em 2017, o projeto continua e convidamos outros 24 autores para publicarem novas microantologias. Como de costume, repaginamos o projeto gráfico da coleção. Os displays continuam em vários pontos de Belo Horizonte, sendo abastecidos, mensalmente, para que todos possam colecionar. Em nosso site é possível fazer o download gratuito de todos os livros dos anos anteriores e, é claro, a cada mês deste ano. Com uma resposta tão positiva dos leitores, que descobrem e redescobrem a poesia viva, a coleção não poderia parar. Boa leitura!

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    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin26/06/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Arte poética inexistente

    "Não há mais arte poética possível Cada poeta sabe do seu verso Sem determinações cansativas e vazias Não mais Bilac, Verlaine... Quebro o verso na enumeração autoral O ritmo é o da respiração, da emoção intensificada. Pela língua que se exprime e se espreme o verso. Ideograma ocidental Se prefiro o par ou se o ímpar Cuido dele – o verso, Amigo das sempre horas vadias. O ritmo é também imagem E tudo se refaz na singularidade de uma língua Que toca e mexe, goza e faz gozar. Sons, sentidos, curvas e retas. Tocam as teclas ou lápis mal apontado O verso rasga o espaço vazio da bi-dimensão E se diz escultura Vertigens se expandem O poeta pinta quadro Desenha no papel a palavra constelação"

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