Pilar é uma mulher que sempre viveu para a sua família e sempre deu o melhor de si, pelo seu marido e seus cinco filhos. Se deu tanto, que acabou esquecendo-se de olhar para as coisas relacionadas diretamente a ela e de se cuidar. No momento em que deixou de se cuidar e pensar nela, uma barreira protetora cedeu. É quando se está desprevenida que as bordoadas da vida começam, quando vem de alguém que se ama, demoramos a acreditar e essa demora pode ser perigosa. Até que ponto alguém pode suportar a dor da indiferença, das palavras que humilham e do peso de uma mão agressora? De quem é a culpa?


