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    Bob Dylan - Canções. Volume II. (1974-2001) -

    Bob Dylan

    Relógio d'Água Editores
    2006
    758 páginas
    1d 1h 16m
    ISBN-13: 9789727089987
    Português
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    O que fez com que um músico de voz nasalada e apenas medianamente virtuoso a nível técnico se tornasse uma lenda que se tem mantido viva desde os anos 60? O que explica que um cantor popular arredio a entrevistas, publicidade e aparições públicas tenha cerca de meio milhão de citações na Internet, que vão desde extensas páginas totalmente dedicadas à sua obra, em línguas que variam do inglês ao japonês, a teses universitárias ou a sites onde se fazem apostas sobre a sequência das músicas que tocará no próximo concerto? Que mistério se oculta por trás de um personagem cujas letras de canções inspiraram fenómenos tão díspares como um grupo político radical («The Weatherman»), um festival nacional no Canadá («Winterlude») ou cujo nome da primeira namorada («Echo Helstrom») foi escolhido como designação por um conjunto de rock progressivo actual ou que, aos 65 anos de idade, espantou os admiradores ao fazer a locução de um programa de rádio de sucesso (Theme Time Radio Hour)? Quarenta e cinco anos depois, com a perspectiva analítica que o tempo permite, a resposta a estas questões parece menos difícil: Bob Dylan absorveu velhas tradições da música popular norte-americana, as baladas do Norte e os blues do Sul, manteve-as vivas e expandiu-as. Porém, o que imortalizou o seu contributo para a história da música foi o ter trazido a literatura até ao rock ‘n’ roll, cujas palavras cantadas se limitavam, até ele modificar o cenário, a rimas ingénuas e sem espessura narrativa. Depois de Dylan tudo mudou no panorama da música popular e o rock ‘n’ roll tornou-se um género que permitia contar histórias ou ilustrar emoções tal como a literatura, o cinema, a pintura ou qualquer outra arte dita maior. O que fez com que um músico de voz nasalada e apenas medianamente virtuoso a nível técnico se tornasse uma lenda que se tem mantido viva desde os anos 60? O que explica que um cantor popular arredio a entrevistas, publicidade e aparições públicas tenha cerca de meio milhão de citações na Internet, que vão desde extensas páginas totalmente dedicadas à sua obra, em línguas que variam do inglês ao japonês, a teses universitárias ou a sites onde se fazem apostas sobre a sequência das músicas que tocará no próximo concerto? Que mistério se oculta por trás de um personagem cujas letras de canções inspiraram fenómenos tão díspares como um grupo político radical («The Weatherman»), um festival nacional no Canadá («Winterlude») ou cujo nome da primeira namorada («Echo Helstrom») foi escolhido como designação por um conjunto de rock progressivo actual ou que, aos 65 anos de idade, espantou os admiradores ao fazer a locução de um programa de rádio de sucesso (Theme Time Radio Hour)? Quarenta e cinco anos depois, com a perspectiva analítica que o tempo permite, a resposta a estas questões parece menos difícil: Bob Dylan absorveu velhas tradições da música popular norte-americana, as baladas do Norte e os blues do Sul, manteve-as vivas e expandiu-as. Porém, o que imortalizou o seu contributo para a história da música foi o ter trazido a literatura até ao rock ‘n’ roll, cujas palavras cantadas se limitavam, até ele modificar o cenário, a rimas ingénuas e sem espessura narrativa. Depois de Dylan tudo mudou no panorama da música popular e o rock ‘n’ roll tornou-se um género que permitia contar histórias ou ilustrar emoções tal como a literatura, o cinema, a pintura ou qualquer outra arte dita maior.

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