A Trindade Imanente - Unidade de Essência e Diversidade de Pessoas Como Igualmente Fundamentais em Deus (Monografia - Andé Aloísio da Silva)

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    Seminário Teológico do Nordeste
    2014
    162 páginas
    5h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

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    Bruno Sunkey 04/10/2017Resenhou um livro
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    RESENHA DA PARTE HISTÓRICA - DESENVOLVIMENTO DA DOUTRINA DA TRINDADE

    Inácio de Antioquia (35 – 107): O Filho preexistia antes dos séculos. Justino de Roma (100 – 165): O Filho é a Potência gerada pelo Pai. Teófilo de Antioquia (116 – 186): Foi o primeiro a usar o termo grego para Trindade. Irineu de Lyon (130 – 202): O Filho e o Espírito Santo são as “mãos” de Deus. Atenágoras de Atenas (133 – 190): O Espírito é a emanação do Pai. Tertuliano (160 – 220): O Filho e o Espírito são porções procedentes da substância total do Pai. Orígenes (185 – 254): O Filho é Eterno, mas não é Deus em si mesmo. Alexandre de Alexandria (250 – 326): O Pai sempre foi Pai do Filho e o Filho sempre foi Filho do Pai. Ário (256 – 336): Houve um tempo em que o Filho não existia. Concílio de Niceia (325): O Filho é consubstancial com o Pai. Miahipostáticos (325): Grupo que afirmava que Deus é uma Hipóstase em uma Substância. Arianos (325): Grupo que afirmava que o Filho é diferente do Pai em Hipóstase e em Substância. Homoiousianos (325): Grupo que afirmava que o Filho é de substância semelhante ao Pai. Homoianos (325): Grupo que afirmava que o Filho é semelhante ao Pai. Homoousianos (325): Grupo que afirmava que o Filho é da mesma substância que o Pai. Marcelo de Ancira (285 – 374): O Reino do Filho teria um fim quando Ele entregasse o Reino ao Pai. Atanásio de Alexandria (296 – 373): O Filho é o Deus Eterno e Salvador, consubstancial com o Pai. Gregório de Nazianzo (329 – 390): O Espírito Santo é consubstancial com o Pai e com o Filho. Basílio de Cesareia (330 – 379): O Espírito Santo é um ser Onisciente, Onipresente e Onipotente. Agostinho (354 – 430): O Espírito Santo é o Amor que une o Pai e o Filho. Concílio de Constantinopla (381): O Filho é consubstancial com o Pai e o Espírito procede do Pai. Boécio (480 – 525): Cada Pessoa da Trindade é uma substância individual de uma natureza racional. João de Damasco (676 – 749): O Espírito Santo procede somente do Pai e repousa no Filho. Anselmo de Cantuária (1033 – 1109): O Espírito Santo procede do Pai e do Filho por uma espiração única. Roscelino (1050 – 1125): As três Pessoas da Trindade são três seres em um só nome. Gilberto de Poitiers (1070 – 1154): Faz uma distinção entre “Deus” e “Divindade”, sendo a Divindade aquilo que faz Deus ser Deus. Bernardo de Claraval (1090 – 1153): Deus não tem Divindade, Ele é a Divindade e a Divindade é Deus. Pedro Lombardo (1100 – 1160): O Pai gera o Filho na medida em que é distinto das outras pessoas em termos de relação Ricardo de São Vítor (1110 -1173): Só a Trindade pode ser a expressão suprema do amor perfeito. Joaquim de Fiori (1135 – 1202): O Pai gera o Filho na medida em que é idêntico com a substância divina. Concílio de Latrão (1215): Na geração e na procedência há comunicação de essência. Boaventura de Bagnoregio (1217 – 1274): Na Trindade há duas procedências, uma ativa (geração) e uma passiva (espiração). Tomás de Aquino (1225 – 1274): Cada Pessoa da Trindade é uma relação subsistente no Ser de Deus. Concílio de Lião (1274): Declara como dogma a crença de que o Espírito procede do Pai e do Filho. Gregório de Palamas (1296 – 1357): O Espírito procede somente do Pai no nível da essência, mas procede do Pai e do Filho no nível da energia. Concílio de Florença (1439 – 1442): O Filho recebeu do Pai que o Espírito dele proceda. João Calvino (1509 – 1564): A essência divina do Filho não é comunicada pelo Pai, mas é adverbialmente autoexistente. Zacarias Ursino (1534 – 1583): A essência do Pai é comunicada ao Filho de modo que oFilho não tem a essência divina de simesmo. Lucas Trelcatius (1542 – 1602): O Pai dá ao Filho, não a essência, mas o modo de ser. François Turrenti (1623 – 1687): O Filho é Deus de si mesmo com respeito a sua essência e não com respeito a sua pessoa. Confissão de Fé Belga (1561): Embora as pessoas da Trindade sejam distintas, Deus não está dividido em três. Segunda Confissão Helvética (1566): Condena os antitrinitários como hereges. Johannes Maccovius (1588 – 1644): O Filho é gerado intraessencialmente, não para fora do Pai. Confissão de Fé de Westminster (1648): Apresenta as distinções entre as pessoas divinas em termos de relações de origem. George Bull (1643 – 1710): Só Deus Pai é autoexistente. Alex Röell (1653 – 1718): O Filho é autoexistente e autosubistente, não sendo gerado pelo Pai. Friedrich Schleiermacher (1768 – 1831): Jesus possui essência divina, não no sentido de ele ser Deus, mas no sentido de que ele, desde o início, tinha consciência de Deus. Georg Hegel (1770 – 1831): A Trindade é uma dialética, na qual o Pai (a tese) em conflito com o Filho ( a antítese) produz o Espírito (a síntese) que se materializa na História. Charles Hodge (1797 – 1878): Existe uma subordinação entre as pessoas divinas no modo de subsistência e operação. Archibald Hodge (1823 – 1886): A ideia de comunicação de essência do Pai ao Filho parece mais uma explanação de um fato revelado do que um fato revelado. Benjamin Warfield (1851 – 1921): Jesus é chamado “Filho de Deus” apenas no sentido de ser igual a Deus. Herman Bavinck (1854 – 1921): A doutrina da comunicação da essência do Pai ao Filho é fundamental para a criação. Surgei Bulgakov (1871 – 1944): O Filho é gerado do Pai e do Espírito. Louis Berkhof (1873 – 1957): O Pai é a base da subsistência pessoal do Filho e comunica ao Filho a essência divina completa. Karl Barth (1886 – 1968): A Trindade é a base da revelação, sendo o Pai, o Revelador, o Filho, a Revelação e o Espírito, a Revelatura. Cornelius Van Til (1895 – 1987): Uma vez que Deus é um Ser pessoal, Deus é tanto três pessoas como uma Pessoa. Karl Rahner (1904 – 1984): A Trindade Econômica é a Trindade Imanente e a Trindade Imanente é a Trindade Econômica. Thomas Torrance (1913 – 2007): O Espírito Santo procede da substância da Trindade, de modo que é correto dizer tanto que o Espírito procede do Pai e do Filho, quanto que Ele procede do Pai através do Filho. Jürgen Moltmann (1926 -): A Trindade é uma família, cuja unidade se baseia, não numa essência, mas é constituída pelo Pai, centrada no Filho e iluminada pelo Espírito. Thomas Smail (1928 – 2012): O Filho é eternamente gerado do Pai através do Espírito. Robert Jenson (1930 - ): A Trindade é um evento de três identidades. George Knight III (1931 - ): Embora iguais em essência, o Filho é eternamente submisso ao Pai na Trindade Imanente. Bruce Ware (1953 - ): Por causa da ordem das pessoas na Trindade, a oração só é corretamente dirigida ao Pai. Brannon Ellis (2012): A essência e as pessoas são igualmente fundamentais em Deus.

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