Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores115
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Inveja (Narrativas da revolução) -

    Iuri Oliécha

    Editora 34
    2017
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788573266818
    Português Brasileiro
    3.6
    29 avaliações
    Leram41Lendo2Querem72Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados72Avaliaram29

    Saudada como um acontecimento radicalmente novo no ano de sua publicação, em 1927, a novela Inveja, do escritor russo Iuri Oliécha (1899-1960), recebeu novas e complexas leituras ao longo do tempo. A trama vertiginosa que beira o nonsense, a ambiguidade psicológica dos personagens, a exaltação de sentimentos contraditórios (da arrogância à auto-humilhação, do amor à inveja desvairada), aliados a uma imaginação desenfreada e um domínio completo do tempo e do espaço narrativos, resultaram numa obra de grandeza ímpar, que contrapõe um jovem idealista e sentimental (possível alter ego do autor) a um poderoso diretor de indústrias do novo regime soviético. Ainda hoje desconcertante sob muitos aspectos, esta tragicomédia anárquica - cujo ritmo e intensidade verbal foram recriados com brilho pela tradução de Boris Schnaiderman - só tem paralelo, entre nós, nas invenções mais geniais do contemporâneo Oswald de Andrade.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Vitor Hugo Zapani Langaro picture
    Vitor Hugo Zapani Langaro25/11/2025Resenhou um livro

    NIKOLAI KAVALIÉROV, O INVEJOSO

    "É você que ama o passado E que não vê Que o novo sempre vem". Pois é. Como cantou o inesquecível Belchior, "o novo sempre vem". E para alguns isso é difícil de aceitar. Imagine para aqueles que viveram os turbulentos anos que se seguiram à Revolução de 1917 na Rússia, aos anos de dificuldades da Guerra Civil, à constituição da URSS. Aqueles que ficaram diante de um mundo a ser construído de outra maneira, com outro olhar, com outra forma de viver - e sobreviver. Esta novela de IURI OLIÉCHA (1899-1960) retrata o embate entre o novo e o velho. De um lado, imbuídos do novo, do espírito da construção socialista, ANDRIÉI BÁBITCHEV, diretor do departamento da indústria alimentícia, e seu protegido, o jovem e idealista atleta VOLÓDIA MAKÁROV. Do outro lado, como escombros de um mundo que deixou de existir, o protagonista e narrador KAVALIÉROV, intelectual decadente, bem como o irmão mais velho de ANDRIÉI, o sonhador e falastrão IVAN BÁBITCHEV. Em meio a tudo, "objeto de disputa", a jovem VÁLIA, filha de IVAN. Bem que a obra poderia ser apenas mais um apanágio dos novos tempos, do homem soviético. Um louvor ao moderno, ao científico. Uma saudação ao brilhante horizonte de uma nova humanidade. Mas aí é que está. Não é bem assim. O texto é ambíguo, cheio de matizes, repleto de possibilidades. E isso, é claro, não agradou às autoridades e à crítica literária daquele tempo. Mas é por isso mesmo que a obra é marcada por um valor que a diferencia. Quase 100 anos após sua publicação ainda é atraente. E para nossa sorte, no Brasil, o texto conserva o brilho graças à tradução do mestre BORIS SCHNAIDERMAN, responsável também pelo posfácio desta edição, que é, em verdade, composto de dois textos críticos sobre a carreira de OLIÉCHA, e, em especial, sobre sua grande obra, INVEJA.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 29
    • 5 estrelas7%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas52%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Iuri Oliécha profile picture

    Iuri Oliécha

    Iuri Kárlovitch Oliécha nasceu em 1899 em Elizavetgrad (atual Kropivnitski), na Ucrânia, em uma família de meios modestos. Cresceu em Odessa, onde teve contato com escritores como Isaac Bábel, Iliá Ilf e Valentin Katáiev, e participou dos círculos literários "Lâmpada Verde" e "Coletivo dos Poetas". Em 1919, durante a Guerra Civil, abandonou o curso de direito para se juntar ao Exército Vermelho, e passou a produzir material de propaganda. Neste ano começa a publicar poemas e artigos satíricos no Gudók (Sirene), jornal dos trabalhadores ferroviários. Em 1927 publica as novelas Os três gorduchos (escrita em 1924) e Inveja, considerada sua obra-prima. Apesar de uma primeira recepção calorosa por suas inovações formais, o retrato ambíguo do regime soviético em Inveja fizeram com que o autor caísse no desfavor dos críticos comunistas. Nos anos seguintes, Oliécha publicou ainda alguns contos e peças para teatro, colaborando inclusive com Meyerhold, mas acabou sendo forçado ao ostracismo. Foi reabilitado apenas em 1956, com a publicação de suas Obras escolhidas. Morreu em 1960, em Moscou.

    1 Livro
    0 Seguidor

    Iuri Oliécha