A década de 80 descrita por quem a viveu com propriedade. Eu amo a maneira como Warhol transitava entre mundos diferentes. Amigo íntimo de celebridades como Calvin Klein, Grace Jones, Yoko Ono e Madonna; ao mesmo tempo em que transformava marginalizados como travestis e garotos de programa nos superstars dos seus filmes independentes. O surgimento da AIDS quando ainda era chamada de câncer gay está bem documentado nos diários, assim como as primeiras paradas gays no começo da epidemia, com homens empurrando seus parceiros infectados pelas cadeiras de rodas. Ler sobre a convivência dele com Jean Michel Basquiat e Keith Haring, que são artistas que eu amo, foi precioso pra mim. Eu simplesmente amo Andy Warhol e sua filosofia.

