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    Caminhando Sozinho - O que você faria se perdesse tudo que mais ama?

    Rafael Porfirio

    Autografia
    2018
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-13: 9788551808382
    Português Brasileiro
    3.7
    32 avaliações
    Leram43Lendo1Querem10Relendo1Abandonos0Resenhas13
    Favoritos3Desejados10Avaliaram32

    O que fazer quando de uma hora para outra tudo que você mais ama é arrancado brutalmente dos seus braços? Apenas quem já sentiu na pele sabe, o quão doloroso pode ser. Gabriel é um jovem que se encontra exatamente nessa impiedosa situação. Após perder seus pais num acidente de carro, ele se depara com um mundo novo e ao mesmo tempo estranho, tentando viver cada dia sem desmoronar por completo, sem deixar que a dor o consuma de vez. Ele terá o apoio de sua família para lidar com essa repentina mudança mudança de vida, principalmente da prima, que acabou tornando a irmã que o rapaz não teve, e também das novas amizades que encontra em sua jornada. Caminhando Sozinho traz uma envolvente história de superação, com um toque de romance, uma pitada de humor e um final incrivelmente inesperado.

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    Resenhas (13)Ver mais
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT picture
    INGRID MAYARA ALLEBRANDT05/03/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Minha experiência de leitura

    Quem já perdeu algum familiar sabe bem do que vou falar aqui. Caminhando Sozinho é um livro triste e engraçado. É triste, porque já de início o protagonista perde a mãe e o pai num acidente de carro; é engraçado porque pude me divertir com os diálogos dos personagens que tentavam amenizar a situação. Gabriel está no início da vida adulta. Na semana de provas da faculdade, seus pais vão viajar e ele permanece em sua cidade. De repente recebe a pior notícia da sua vida. E se ele tivesse decidido viajar junto com os pais? E se eles não tivessem ido? E se o acidente não tivesse acontecido? Esses questionamentos permeiam a mente do rapaz e nos levam a refletir sobre a brevidade da vida, sobre o quão importante é ter pessoas ao nosso lado que nos deem algum consolo quando a saudade transborda em forma de lágrimas. O tempo vai passando e Gabriel permite-se viver a vida em sua plenitude. Seus familiares são essenciais em sua jornada; outras pessoas vão se aproximando e fazendo parte de seu cotidiano, propiciando-lhe a esperança de dias melhores. A narração é em terceira pessoa, a escrita é simples e de fácil leitura. A história se passa em Minas Gerais, mas exceto algumas descrições, poderia ser em qualquer lugar do Brasil. Sob minha perspectiva, as personagens femininas dessa história poderiam ter um desenvolvimento melhor, pois fiquei com a impressão de que principalmente as jovens são estereotipadas com interesse financeiro/material e impelidas de ousadia ao se tratar de relacionamentos amorosos. Em contraste a isso, os personagens masculinos apresentam, em sua maioria, certa ingenuidade e passividade emocional. Apesar do que relatei no parágrafo acima, volto a afirmar que esse livro me passou tanto a tristeza pelo luto do protagonista, quanto diversão com os diálogos e algumas cenas. Tive empatia pela avó que tinha medo de andar no elevador, por exemplo, e diversas outras passagens que deram uma originalidade ao enredo. Além das referências citadas na própria obra, lembrei-me de um poema do professor Marcos Bagno cujo link deixarei aqui nos comentários.

    32 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 32
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas47%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Rafael Porfirio profile picture

    Rafael Porfirio

    Autor do drama “Caminhando Sozinho” (2020) e “Armadilha” (2022), já organizou e participou de várias antologias de contos. Se graduou em Letras e é um amante da literatura, filmes, séries e claro, boas viagens! Atualmente dedica seu tempo ao seu trabalho como Editor, Revisor e Escritor.

    18 Livros
    6 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Rafael Porfirio