“Next Year in Havana” é um romance de tirar o fôlego, de apertar o coração e vai te transportar para um cenário bem diferente: a Cuba revolucionária. O livro alterna entre duas linhas temporais:
• Havana, 1958. Filha de um barão do açúcar, Elisa Perez, de dezenove anos, faz parte da alta sociedade de Cuba, onde está amplamente protegida da crescente agitação política do país - até se apaixonar por um dos principais revolucionários cubanos...
• Miami, 2017. A escritora Marisol Ferrera cresceu ouvindo histórias românticas de Cuba de sua falecida avó Elisa, que foi forçada a fugir com sua família durante a revolução. Agora Marisol está desembarcando em Havana para cumprir o último desejo de Elisa - ter suas cinzas espalhadas em sua terra natal - mas ela não contava com Luís, neto da melhor amiga de infância da sua avó e seu anfitrião em Cuba.
• É muito difícil escolher qual ponto de vista foi meu favorito, mas posso dizer que com o da Elisa eu chorei mais. Desde o início, já sabemos que o amor entre ela e Pablo é condenado. Assistir o nascimento e o
desenvolvimento do relacionamento deles é de apertar o coração, fora toda a tensão política em torno do romance proibido. Enquanto isso, Marisol descobre esse outro lado que Elisa deixou para trás quando partiu de Havana e acaba se colocando na mesma posição de sua avó 40 anos antes: apaixonada por um homem que é apaixonado por um país.
A escrita da autora tornou Cuba a terceira protagonista dessa história. Desde o sangue derramado nas guerras da Revolução, ao pôr do sol no Málecon. Cuba é tratada como uma dama etérea, com a luta e a paixão enroscada em seu coração. Uma verdadeira aula de história, criticando a situação dos cubanos antes e depois do regime de Fidel Castro.
Infelizmente, MUITO INFELIZMENTE, essa história nunca chegou no Brasil. O inglês é intermediário/difícil, no início do livro achei tranquilo, mas depois fui encontrando dificuldades. Talvez por isso demorei tanto a finalizar essa leitura, ou talvez eu já sabia que ia quebrar meu coração… vai saber! 🥺