Ler esse livro enquanto PCE é muito tocante... Ver a luta dele e ir se indificando e entender perfeitamente o que o autor vai passando em suas palavras é algo que dói, mas também de certa forma conforta. A capa desse livro é "simples" para quem não conhece muito da epilepsia, mas pra mim ao ver essa capa eu me emocionei demais, me emocionou, me tocou, na capa o olho do Autor está na cor Roxa, cor que representa a Luta da epilepsia, é um sentimento que eu tive de "esse livro tem uma escrita na visão da epilepsia", o rosto dele está pela metade na capa, e a borda que finaliza a capa é roxa, o que pra mim significou que metade dele se passa pela epilepsia, enquanto a outra metade é ele, e que temos que saber como viver sempre ao lado dela. O autor traz a importância das pessoas com crises serem ativas na comunidade, e que como muito dos preconceito começam por nós mesmos, e é verdade, digo pela minha própria vivência, eu sempre tive muito preconceito com o meu diagnóstico, sempre me culpei, me senti mal, mas conforme cresci consegui mudar, ressignificar a crise pra mim, mas isso demorou anos, mesmo indo desde os 12 anos na psicóloga só consegui conversar e escrever de fato sobre a epilepsia esse ano, aos 19 anos, assim como o autor na minha vida sempre tive um apoio incrível da minha família, que sempre me acolheu e me confortou durante todos esses anos de angústia, sou muito grato a todos os médicos e aos meus psicólogos que me ajudaram/ me ajudam até hoje.