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    Deus também bebe café -

    Guilherme Antunes

    Editora Penalux
    2018
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788558333290
    Português Brasileiro
    2.8
    2 avaliações
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    Quando Guilherme intitula sua obra “Deus também bebe café”, ele o faz indicando o significado do sagrado a fim de apontar uma melhor compreensão da origem divina. O escritor não tem a intenção de reproduzir clichês, levar o entendimento do que seja Deus nas linhas do já dito, Deus é menos do que se pensa, e por isto mais do que se pode dizer. Ele é o mínimo de cada coisa e até mesmo a ausência. Ele é tudo. Se Deus é este “Ser” presente em cada curva, em cada ponto, ele também é cada sentimento, cada aflição, cada possibilidade humana, por isto, as crônicas-contos de Guilherme, dizem de Deus, também quando narram sobre toda a amplidão das emoções, do corriqueiro e do cotidiano. O autor fala sobre o amadurecimento obtido após a passagem por momentos de preparação, instantes de grande medo em relação ao viver, a vulnerabilidade de se expor, de se descortinar e se abrir ao outro e ao mundo. Os personagens temerosos e despreparados construídos e apresentados em sua lírica, passam por um processo de florescer, de se abrir ao mundo frente as novas possibilidades trazidas pela liberdade do amor. Somente após a passagem por áridas passagens, por memórias, por raiva, por tormentos, surgem um novo entendimento da dimensão deste tão explorado e ao mesmo tão desconhecido sentimento. Amor não é somente o enamorar dos amantes, ele está situado na escala vertical das relações que culminam no supremo chamado Deus, “O amor retira-nos o véu e dá-nos as verdades na beleza oculta das coisas mesmas”. As mágoas dos personagens da obra, o desconhecimento do seu próprio interior, e a tristeza como acompanhante quase constante, vão se diminuindo à medida de uma nova sincronização trazendo a estes protagonistas a possibilidade da existência na forma de uma nova história, mais amena, mais bonita; amorosa. “O peito torna-se galpão de abrigar mil possíveis”.

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