" I chose to have you because I wanted something to love"
Ano passado, 2025, comecei esse livro com muita dificuldade, porque queria traduzir palavra por palavra, toda hora abria o celular para pesquisar. O resultado foi uma "leitura" insuportável, não conseguia entender nada e nem me sentia motivada à continuar. Agora, em 2026, decidi dar uma segunda chance - graças à Deus às segundas chances. O livro é uma autobiografia de Trevor Noah, o qual cresceu no período do Apartheid e relata todas as situações agressivas e preconceituosas que viveu ao lado da pessoa mais importante da sua vida: sua mãe. Mesmo com o peso do racismo, Trevor, ao trazer histórias da sua infância, suaviza a leitura com muito humor, um humor muito certeiro, tive que segurar a risada alta às vezes, e outras não, ria muito. Mas, quando os momentos mais cruéis chegavam era impossível conter a indignação, o terror e a sensibilidade. Ao finalizar a leitura, não pensei duas vezes, a nota máxima já está bem-definida na minha cabeça. Trevor nos deixou ter acesso à sua difícil história de forma muito bela. Rimos pelas suas "artes" na infância; rimos e nos entregamos à singela relação dele com sua mãe; conseguimos fantasiar todas as cenas na mente; nos entregamos, facilmente, ao discurso do respeito à vida, seja ela qual for e desfazemos os nossos esteriótipos e estigmas. Uma autobiografia com diversas camadas, assim como é a vida de qualquer pessoa; mas, de longe, a história de Trevor se tornou uma das minhas favoritas. - favoritos do ano.

