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    O Mandarim -

    Eça de Queiroz

    Imprensa Nacional-Casa da Moeda
    1992
    207 páginas
    6h 54m
    ISBN-10: 9722705172
    Português
    4.5
    3 avaliações
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    Edição e introdução de Beatriz Berrini A presente edição de O Mandarim integra-se, no conjunto das obras de Eça de Queirós, na secção que engloba os textos ficcionais não-póstumos. Trata-se, pois, de uma obra que a vontade do escritor conduziu a um estádio de elaboração que há-de considerar-se definitivo, situação bem diversa de outras em que o cânone queirosiano é fértil. Nem por isso foi menos interessante a vida da obra, conforme se mostra na longa e circunstanciada introdução preparada por Beatriz Berrini para esta edição crítica. De facto, O Mandarim é, como outros títulos da produção queirosiana, um caso curioso de superação e enriquecimento qualitativo de um texto inicialmente publicado num jornal; assim se confirma que a intensa colaboração de Eça na imprensa do seu tempo serviu ao escritor também como lugar e instância de elaboração artística, neste caso visando um imaginário que, em muitos outros momentos, seduziu o escritor: o imaginário oriental. Carlos Reis, da Nota prefacial.

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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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