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    Filha da fortuna -

    Isabel Allende

    Difel
    2018
    378 páginas
    12h 36m
    ISBN-13: 9788528623673
    Português Brasileiro
    4.2
    9 avaliações
    Leram15Lendo0Querem44Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos1Desejados44Avaliaram9

    Edição com nova capa de um dos maiores clássicos da autora do best-seller A casa dos espíritos. Abandonada ainda bebê no Chile do século XIX, Eliza Sommers foi criada por uma prestigiosa família inglesa em Valparaíso, onde se apaixonou por Joaquín Andieta, um dos empregados do tio adotivo. A descoberta de ouro na Califórnia em 1849 mobiliza metade do país, que não hesita em içar velas e correr atrás da fortuna — inclusive Joaquín, que lhe promete um casamento tão logo volte com os bolsos cheios de ouro. Mas Eliza não está disposta a esperar e parte clandestinamente para a Califórnia em busca de seu amado. Viajando escondida no porão de um veleiro na companhia de homens e mulheres atraídos pela febre do ouro, a jovem conhece Tao Chi'en, um médico chinês que a conduz por uma inesquecível jornada pelos mistérios e contradições da condição humana. Retrato vibrante de uma época marcada pela violência e pela cobiça, Filha da fortuna é um livro sobre a redescoberta do amor, da amizade, da compaixão e da coragem, e é povoado de personagens que ficarão para sempre na memória e no coração dos leitores.

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    Ari Stéfany Diniz picture
    Ari Stéfany Diniz15/01/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    "(...) eu daria com satisfação metade da minha vida para ter tanta liberdade quanto um homem."

    E lá se vai outro livro da Allende pra continha. Filha da Fortuna não tem o mesmo tom avassalador de A Casa dos Espíritos, mas a narrativa, apesar de ter um ritmo mais lento em alguns momentos, ainda é envolvente e composta de discussões interessantes. Para começar, mais uma vez a autora cria sua história com base em um contexto histórico bastante rico e detalhado. Enquanto conhecemos Eliza e a família de britânicos que a adotou, também vamos nos familiarizando com o cenário de colonização e a diversidade social. Eliza é uma criança chilena que é criada sobre os preceitos de Rose Sommers, jovem inglesa, com suas regras de etiqueta e dogmas sobre como ser mulher. Mas se de um lado Eliza tem uma educação firme e aristocrática, do outro convivendo com Mama Frésia, a cozinheira indígena da família, ela aprende a sabedoria culinária e a firmeza que vão ser necessárias para o que ela enfrenta no futuro. Na adolescência, Eliza sofre a sua primeira e avassaladora paixão, que vai moldar todo o seu destino. E entre as experiências da jovem e as lembranças de Rose, fica-se diante mais uma vez do poder ardoroso com que Isabel Allende escreve sobre o assunto. O poder da primeira paixão de Eliza é tão grande que a leva em uma enorme aventura por um desconhecido e temível novo mundo. É aqui que, apesar de haver mais descrições longas sem a presença de muitos diálogos, está toda a riqueza dessa obra. A autora pinta um retrato sobre a Corrida do ouro que ocorreu na Califórnia no século XIX. Não tive muito tempo para pesquisar, fui só ali no Wikipédia rapidinho, o que não é grande coisa, mas o que se pode fazer? Dessa pesquisa rápida pude ver que a Allende foi BASTANTE realista sobre o que aconteceu naquele lugar, naquele período. E quando você ler, imagina que realmente está presenciando aquele momento. A febre pelo ouro não só arrastou americanos até ali, mas toda uma gama de homens - e algumas poucas mulheres - de todas as nações e lugares, mesmo os mais distantes, como no caso dos chineses, que recebem um maior foco aqui. E isso se deve a um dos excelentes personagens da trama, Tao Chi’en. Tao é o que pode ser descrito como médico, ele acompanha Eliza nessa viagem por esse lugar selvagem e sem leis. Pela perspectiva dele e de Eliza vemos a xenofobia, a segregação e a violência contra as mulheres, esse último através da prostituição, que acontecia naquele lugar. Allende fala das mulheres que vão até a Califórnia para se prostituir e daquelas que são forçadas a isso, e estampa nas suas páginas como é mais seguro e fácil ser um homem, mesmo imigrante, do que ser uma mulher. Concluindo, você não vai ler aqui uma história de amor, apesar do que inicialmente possa parecer. Essa é uma história sobre mulheres que utilizam sua força e sabedoria para enfrentar as diversidades e as normas. Com muita sensibilidade, serenidade e habilidade, a autora fala também sobre companheirismo e amor. A única coisa que não me agradou muito foi o final em aberto, mas já sabendo que tem um tipo de continuação, posso relevar mais isso. Allende atendeu às minhas expectativas e mais uma vez me deixou encantada com todo o seu brilhantismo. Já estou ansiosa pelo próximo.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 9
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Isabel Allende Llona profile picture

    Isabel Allende Llona

    Isabel Allende nasceu em 2 de agosto de 1942, em Lima, no Peru, onde o seu pai diplomata se encontrava em trabalho. No entanto, a sua nacionalidade é chilena, tendo-se tornado cidadã norte-americana em 2003. É filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo-irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. A autora estudou Jornalismo, trabalhando como colunista e redatora, também escrevendo obras infantis e teatrais. No ano de 1962, casou-se com Miguel Frias, pai de seus dois filhos, Paula e Nicolás. Logo após o golpe militar que “derrubou” o presidente de esquerda Salvador Allende, seu tio, do poder, Isabel e sua família se mudaram para a cidade de Caracas, capital da Venezuela. É lá que se dá o pontapé de sua produção literária.

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    Isabel Allende Llona