Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores30
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Caso Sparsholt -

    Alan Hollinghurst

    Dom Quixote
    2018
    544 páginas
    18h 8m
    ISBN-13: 9789722065863
    Português
    5
    2 avaliações
    Leram7Lendo0Querem22Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados22Avaliaram2

    Em outubro de 1940, o jovem David Sparsholt chega a Oxford. Elegante, atlético e carismático, parece não ter noção do efeito que provoca nos outros, particularmente em Evert Dax, filho solitário de um escritor célebre. Enquanto Londres é devastada pelo Blitz, Oxford como que paira numa névoa de alheamento e incerteza, e as noites de blackout parecem encorajar e encobrir encontros que, em tempos normais, seriam impossíveis. Ao longo deste período conturbado, David e Evert forjam uma amizade improvável que vai uni-los ao longo de décadas. Retrato magistral de um grupo de amigos unidos durante três gerações pela arte, pela literatura e pelo amor, O Caso Sparsholt explora anos cruciais do século XX, cujas consequências se estendem aos dias de hoje. Uma obra-prima pela mão de um dos mais brilhantes escritores de língua inglesa da atualidade.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Daniel Boratto picture
    Daniel Boratto15/03/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    The Affair

    Mais um livro soberbo do Alan Hollinghurst! A história é dividida em cinco partes, que se interligam e se completam. A primeira parte, “Um Novo Rapaz” se passa na Universidade de Oxford em 1940, durante a Segunda Guerra. Freddie Green conta o impacto que um novo estudante, um apolíneo jovem de dezessete anos chamado David Sparsholt, exerce sobre si e sobre seus amigos, especialmente Peter Coyle, um jovem pintor, e Evert Dax, filho de um escritor influente. Os apagões dos tempos da guerra despertam luxúrias enrustidas e encorajam encontros na penumbra... Esta primeira parte é incrível, acho que foi a que mais gostei, talvez pelo tom de nostalgia e pela proximidade e identificação do leitor com o narrador em primeira pessoa. A segunda parte, “A Atalaia” (que significa vigia, sentinela) se passa em 1966. A partir daqui todas as partes são narradas em terceira pessoa. David Sparsholt é um herói de guerra e um industrial de sucesso, casado com Connie e pai de Johnny, um adolescente de 14 anos. A família está de férias na Cornualha, com um outro adolescente de intercâmbio, o francês Bastien, por quem Johnny se apaixona. Junto com eles está outro casal, os Haxby, e o leitor percebe que há algo acontecendo às escondidas. Mas tudo é muito sugerido, nada é explícito. A ação (se é que podemos chamar assim, já que “quase nada” de fato acontece, rs) gira em torno da fixação de Johnny por Bastien, e a sugestão de que existe “um caso” entre David e Clifford Haxby. De todos os capítulos do livro, este foi o que achei o mais chato. A terceira parte, a mais longa, “Pequenos Quadros a Óleo”, se passa em Londres, 1974. Johnny Sparsholt é um adulto jovem e trabalha como aprendiz de um negociante de arte. Por causa do trabalho, ele conhece Evert Dax, agora um senhor, que teve um caso com seu pai quando eram estudantes em Oxford. Aqui reaparecem alguns personagens da primeira parte, como Evert e Freddie, e surgem outros, como Ivan e Denis. Há apagões nas ruas de Londres, e então o leitor se lembra dos apagões em Oxford nos tempos da guerra... Eu gosto demais desta sobreposição de situações semelhantes que acontecem ao longo do livro! E certamente isso poderá passar batido ao leitor mais desatento. Nesta parte ficamos sabendo que houve um escândalo alguns anos atrás, depois do feriado na Cornualha, envolvendo David Sparsholt e Clifford Haxby. Mas nada é contado diretamente. O leitor precisa ir juntando as peças. Lembrando que a homossexualidade foi descriminalizada na Inglaterra somente em 1967! Esta parte aborda principalmente a tentativa de Johnny de conviver com este passado escandaloso (ser filho do pivô do escândalo) e de se relacionar com Ivan, embora este prefira homens mais maduros, como Evert e o próprio pai de Johnny. A quarta parte, “Perdas”, se passa em 1995. Johnny é um pintor de sucesso, vive com seu parceiro Pat e tem uma filha de sete anos, Lucy, e nesta parte tudo parece se passar aos olhos dela. Os personagens se encontram nos funerais de Jill Darrow, e logo depois de Freddie Green, que por coincidência foram quase namorados nos tempos de Oxford. Freddie Green deixa um livro de memórias que corresponde exatamente ao que o leitor leu na primeira parte do livro. Há passagens bastante interessantes neste capítulo: como quando os Sparsholts, pai e filho, se encontram; e principalmente o reencontro entre David e Evert. Mas o tom aqui fica mais melancólico, já que todos os personagens da primeira parte ou estão morrendo ou muito idosos. A presença de Lucy ilumina um pouco a coisa, e dá uma sensação de continuidade da vida. A quinta parte, “Consolações” se passa em 2012. Johnny está com 60 anos, é viúvo e ainda trabalha como pintor. Antenado com as novas tecnologias, começa a conhecer outros homens através de aplicativos de celular e a frequentar boates gays, enquanto prepara-se para o casamento de sua filha Lucy. Pequenos acontecimentos fazem um link com as outras partes, por exemplo quando ele encontra desenhos que fez de Bastien, lá da segunda parte. Há um contrate neste final da liberdade de Johnny em viver sua sexualidade (apesar da idade, família, etc) e a “prisão” dos personagens nas duas primeiras partes. Há otimismo e a possibilidade de um futuro ainda cheio de surpresas. A estrutura deste livro lembra o anterior do autor, “O Filho do Desconhecido”, com grandes saltos no tempo, percorrendo quase um século de história. Há pouca ação, pouca coisa de fato acontecendo. O enfoque é maior sobre o impacto que o tal caso Sparsholt causou sobre a vida de Johnny. Achei uma pena que personagens que pareciam tão promissores foram abandonados precocemente na primeira parte, como Peter Coyle. O próprio David Sparsholt vira um personagem coadjuvante depois da primeira parte. Muita coisa fica subentendida porque aconteceram nos intervalos, nos saltos do tempo entre as partes. Por exemplo, eu demorei a entender que Johnny, na quarta parte, tinha um relacionamento sério e duradouro com Pat, que mal é apresentado ao leitor. Se por um lado esta carência de informações sobre a trama dificulta um pouco a situar a situação e o ano da ação (as datas e os locais são informados discretamente no meio de cada parte), por outro lado a escrita fluida do autor compensa qualquer esforço. Alan Hollinghurst escreve brilhantemente, com a elegância e a segurança de quem sabe o que está fazendo. Há trechos lindos, reflexões sobre a vida e as mudanças imponderáveis que o tempo nos impõe. As descrições de ambientes, arte e percepções sensoriais são perfeitas. E ele sabe mesclar perfeitamente o melhor humor ácido inglês com uma ternura infinita ao falar dos mais profundos desejos humanos. No Brasil foram lançados "A Biblioteca da Piscina" e "A Linha da Beleza", todos excelentes.

    35 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    5 / 2
    • 5 estrelas100%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Alan Hollinghurst profile picture

    Alan Hollinghurst

    Nascido em 1954 em Stroud, na Inglaterra, Alan Hollinghurst atingiu a maturidade intelectual em plena transição dos anos 60, repletos de idealismo, para os anos 80, a era do hedonismo. Iniciado na literatura em 1988, ele estudou língua inglesa em Oxford, onde ganhou um prêmio de poesia. Em 2004, ganhou o prestigiado Prêmio Man Booker por seu quarto romance A Linha da Beleza.

    9 Livros
    13 Seguidores
    Gloucestershire, Inglaterra

    Alan Hollinghurst