Filhos de Sangue e Osso -

    Tomi Adeyemi

    Editora Planeta
    2018
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9789897771231
    Português

    Tomi Adeyemi é uma escritora norte-americana de ascendência nigeriana. Estudou a cultura e mitologia africana ocidental na cidade brasileira de Salvador no estado da Bahia e baseou-se nos orixás para construir, de uma forma inesperadamente criativa, a narrativa que constitui o romance juvenil de fantasia Filhos de Sangue e Osso, originalmente publicado pela Henry Bolt Books. Trata-se do seu romance de estreia e o primeiro – e atualmente único – de uma futura trilogia denominada de Legacy of Orïsha em língua inglesa. Dificilmente se pode estudar a mitologia africana no Brasil, sem abordar o candomblé e a magia fortemente ligada à natureza. O seu ritmo está imiscuído de forma indissociável na cultura brasileira, desde a música à própria literatura. Apenas para citar dois grandes nomes, quer Jorge Amado, quer Vinicius de Moraes froam a essa fonte receber inspiração para as suas obras. A abordagem de Adeyemi traz, de certa forma, uma frescura, porque coloca os orixás no meio do mundo e liga-os a personagens que os complementam. Ao mesmo tempo, consegue fazer uma apologia em prol de abandonar os conflitos e os julgamentos, somente porque se nega o direito à diferença. No seu mundo, quem possui geneticamente a possibilidade de praticar magia é ostracizado porque os seus cabelos são diferentes e porque a sua pele é mais escura… É impossível ao leitor não fazer o paralelo com aquilo que ainda se verifica na nossa realidade. Num momento em que o Brasil abraça um dogmatismo fascista, a leitura deste livro mostra cenários possíveis resultantes de extremismos. Se há uma conclusão a retirar da leitura de Filhos de Sangue e Osso é que os outros são mais interessantes pelas suas diferenças e que descobri-las torna-nos mais completos. Espero que a autora nos permita a todos continuar a seguir as aventuras de Zélie, Amari e Tzain, no seu esforço de levar a esperança a quem se esqueceu de como a ter. Um romance sobre o povo Maji Maji, um povo real que se rebelou contra a Alemanha: a Guerra Maji Maji foi uma revolta armada, que durou de 1905 a 1907, contra o domínio colonial alemão no território da actual Tanzânia. Um épico de fantasia que se diferencia dos temas mais comuns, baseado na cultura africana e mitologia com um pano de fundo. Este romance de estreia da autora foi o livro da Feira de Bolonha do ano passado. Entrou directamente para o 1.º lugar do top do The New York Times, onde ainda permanece. «Eles mataram a minha mãe. Levaram a nossa magia. Tentaram enterrar-nos. E, agora, nós levantamo-nos.» Zélie Adebola lembra-se do tempo em que a magia fazia vibrar o solo de Orixá. Os Incineradores ateavam as chamas, os Senhores das Marés chamavam as ondas e a mãe Ceifeira de Zélie invocava um exército de almas. Mas tudo mudou na noite em que a magia desapareceu. Sob as ordens de um rei implacável, os Maji foram perseguidos e assassinados, deixando Zélie órfã de mãe e o seu povo desprovido de esperança. Agora, Zélie tem apenas uma oportunidade de trazer a magia de volta e atacar a monarquia. Com a ajuda de uma princesa fugida, ela terá de ser mais forte e mais astuciosa do que o príncipe herdeiro, que jurou erradicar a magia para sempre. O perigo espreita em Orixá, onde leopardaires das neves andam à caça e espíritos vingativos rondam as águas. A grande ameaça, contudo, talvez seja a própria Zélie, que ainda não aprendeu a dominar os novos poderes, nem a paixão que começou a sentir pelo seu maior adversário.

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    Mariana16/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    ADORO

    2024: 4 estrelas Depois de crescer como leitora, a magia que vi neste livro tornou-se menos violenta e mais razoável. A parte que apreciei mais foi o inicio e nesta releitura gostei muito mais da Amari do que inicialmente - sinto que ela cresce muito neste livro. Apesar de ser uma boa história, ter um sistema religioso, politico e fantástico interessantes, há alguns fatores que me incomodam. Deles, destaca-se o romance entre duas das personagens principais - foi muito repentino e demasiado forte para me conectar com ele. Sinto que podia ter sido inserido depois na história, em próximos volumes, ou pelo menos ter tido uma importância menor na história. 2020: 5 estrelas Gostei tanto deste livro! Amei as personagens. Amei a trama. Amei o vilão (como vilão e não como pessoa). Amei o semi-vilão. Amei tudo!

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